11/11/2014
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ORIGEM DA IGREJA CATÓLICA
A origem do catolicismo foi em razão do desvio
doutrinário das igrejas primitivas. Após a morte
de Cristo, fundador da Igreja, seus discípulos
ficaram vulneráveis aos ataques dos adversários.
Estevão foi morto apedrejado pela multidão
enfurecida, Atos 7:57-60. Mais tarde o apóstolo
Tiago foi morto à espada pelo rei Herodes, Atos
12:1-2. Por incrível que pareça, as perseguições
dos inimigos colaboraram para surgimento de
outras igrejas. O livro de Atos diz “Mas os que
andavam dispersos iam por toda a parte,
anunciando a palavra” (Atos 8:4).
Devido a perseguição os discípulos fugiram de
Jerusalém e por onde passavam o Evangelho era
anunciado. Filipe, que era um dos fugitivos,
pregou na cidade de Samaria e também ao
eunuco, homem importante da Rainha da Etiópia.
É bem possível que o eunuco tenha levado o
Evangelho ao país da Etiópia.
Porém, as perseguições não se restringiram
somente aos ataques físicos. Satanás é um
inimigo muito inteligente e sutil. Deus criou
Lúcifer e não o Diabo. Lúcifer (portador da Luz)
se transformou no Diabo porque queria ser
semelhante ao Criador, Ezequiel 28:15-17.
Quando Satanás percebeu que matar os cristãos
não estava surtindo efeito, então resolveu mudar
de tática. O Diabo resolveu solapar a fé dos
crentes introduzindo idéias estranhas ao
Evangelho de Cristo. Ainda nos dias dos
apóstolos alguns crentes começaram a acreditar
que a fé em Cristo não era suficiente para a
salvação da alma. As obras foram
acrescentadas à fé para alcançar a graça de
Deus. No Livro de Atos podemos confirmar este
fato: “ENTÃO alguns que tinham descido da
Judéia ensinavam assim os irmãos: Se não vos
circuncidardes conforme o uso de Moisés, não
podeis salvar-vos” (Atos 15:1). Alguns falsos
pregadores entraram sorrateiramente nas igrejas
da Galácia e ensinaram que era necessário
guardar os preceitos da lei, transtornando assim
o verdadeiro Evangelho de Cristo, Gálatas 1:7.
Paulo admoestou aos irmãos gálatas que
qualquer outro evangelho diferente que ele tinha
anunciado deveria ser considerado anátema
(ma***to), Gálatas 1:8. Paulo não cedeu nenhum
momento aos falsos ensinadores, e procurou
reconduzir os irmãos gálatas à fé verdadeira,
Gálatas 2:5; 3:10-11.
Depois que os apóstolos morreram as igrejas
continuaram sendo atacadas doutrinariamente.
João, o último dos apóstolos a morrer, foi
escolhido por Cristo para escrever às sete igrejas
da Ásia. Capítulos dois e três de Apocalipse
mostram claramente os problemas que cada uma
das sete igrejas tinham. As igrejas foram
contagiadas pelo vírus maligno do inimigo.
Um outro erro que penetrou nas igrejas foi a de
alguns homens que se diziam cristãos,
assenhorearem da herança de Deus. O apóstolo
Pedro já havia advertido a respeito disso:
“Apascentai o rebanho de Deus, que está entre
vós, tendo cuidado dele, não por força , mas
voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de
ânimo pronto; Nem como tendo domínio sobre a
herança de Deus, mas servindo de exemplo ao
rebanho” (I Pedro 5:1-2). Diótrefes, ainda no
tempo do apóstolo João, queria dominar a
qualquer custo uma igreja local. “Tenho escrito
à igreja; mas Diótrefes, que procura ter entre eles
o primado, não nos recebe" (III João 9).
Depois dos erros citados acima seguiu-se outro
que tem sido uma das marcas da Igreja Católica
Romana e de outras que dela saíram. “A
Regeneração Batismal”. A idéia de que o batismo
poderia ajudar na salvação da alma começou
ainda no final no 2º século. Neste século muitas
igrejas já haviam desviadas dos ensinamentos de
Cristo e dos apóstolos. Muitas igrejas
questionavam que se a Bíblia fala tanto do
batismo, então ele tem um valor que pode ajudar
na remissão da alma.
No início do ano 313 A.D., o cristianismo tinha
alcançado uma poderosa vitória sobre o
paganismo. Um novo imperador veio ocupar o
trono do Império Romano. Ele evidentemente
reconheceu algo do misterioso poder dessa
religião que continuava a crescer, não obstante a
intensidade da perseguição. A História diz que
este Imperador que não era outro senão
Constantino, teve uma maravilhosa e real visão.
Divisou no céu uma CRUZ de brilhante luz
vermelha na qual estavam escritas a fogo as
seguintes palavras: "Com este sinal vencerás".
Constantino interpretou isto como uma ordem
para que se tornasse cristão. Entendeu ainda que
abandonando o paganismo e uniu do o poder
temporal do Império Romano ao poder espiritual
do Cristianismo o mundo seria facilmente
conquistado. Deste modo, a religião cristã se
tornaria uma religião universal e o Império
Romano o Império de todo o mundo. Assim sob
a liderança do Constantino veio um descanso, um
galanteio e uma proposta de casamento. O
Império Romano por intermédio de seu imperador
pediu em casamento o cristianismo. Para tornar
efetiva e consumada esta profunda união, um
concílio foi convocado. Em 313 A. D. foi feita uma
convocação para que fossem enviados,
juntamente, representantes de todas as igrejas
cristãs. Muitas, mas nem todas, vieram. A
aliança estava consumada. Uma hierarquia foi
formada. Na organização desta hierarquia Cristo
foi destronado como cabeça da igreja e
Constantino foi entronizado (ainda que
temporariamente, já se vê) como cabeça da
igreja.
A hierarquia estava definitivamente começando a
desenvolver-se no que conhecemos hoje como
Igreja Católica ou Universal. Pode-se dizer que
isso tinha começado, se bem que,
indefinidamente, já no fim do 2o século ou no
início do 3o quando as novas idéias com
referência aos bispos e ao governo da Igreja
começaram a se formar. Deve ser também
claramente lembrado que, quando Constantino
fez a convocação para o citado Concílio houve
muitos cristãos (batistas) que deixaram de
responder à mesma. Eles não aprovavam o
casamento da religião com o estado, nem a
centralizarão do governo religioso, nem a criação
de um tribunal religioso mais elevado, de
qualquer espécie que não fosse a Igreja local.
Estes cristãos (batistas) bem como suas igrejas
deste tempo ou mais tarde não aceitaram a
hierarquia denominacional católica.
Quando esta hierarquia foi criada, Constantino,
que tinha sido feito o seu cabeça, não era ainda
cristão. Ele tinha decidido tornar-se, mas como
as igrejas que o acompanharam na fundação
desta organização hierárquica, tinham adotado o
erro da regenerarão batismal, uma série questão
se levantou na mente de Constantino: "Se eu sou
salvo dos meus pecados pelo batismo, como
escapar os meus pecados posteriores ao
batismo?" Constantino levantou assim. Uma
questão que iria perturbar o mundo em todas as
gerações seguintes. Pode o batismo lavar de
antemão os pecados não cometidos? (ou sãs) os
pecados cometidos antes do batismo lavados por
um processo (isto é, pelo batismo) e os
cometidos depois do batismo, por um outro
processo?
Não tendo sido possível resolver
satisfatoriamente a muitas questões assim
levantadas, Constantino resolveu finalmente unir-
se aos cristãos, mas adiando o seu batismo para
mais perto de sua morte, porque assim todos os
seus pecados poderiam ser lavados de uma só
vez. Este propósito ele seguiu e não havia sido
ainda batizado até pouco antes de sua morte .
Abandonando a religião pagã e aderindo ao
Cristianismo, Constantino incorreu em séria
reprovação por parte do Senado Romano. Eles
repudiaram ou, ao menos, opuseram-se à sua
resolução. Esta oposição resultou finalmente na
mudança da sede do Império de Roma para
Bizânico, uma velha cidade reedificada, que logo
depois teve o nome mudado para Constantinopla,
em honra a Constantino. Como resultado
surgiram duas capitais para o Império Romano:
Roma e Constantinopla. Essas duas cidades,
rivais por vários séculos, por fim se tomaram o
centro da Igreja Católica dividida: Romana e
Grega.
Constantino fez cessar a perseguição aos cristãos
em todo o império e gradualmente foi cumulando-
os de favores. O imperador logo percebeu a clara
divisão entre os cristãos. Percebera a importância
de ser apoiado pela hierarquia de uma religião
poderosa. Mas precisava que essa hierarquia
fosse unânime em sua fidelidade ao Estado.
Assim, embora pagão, presidiu concílios da Igreja
e obrigou-a a unificar-se . Devido a essa atitude
foi prontamente contrariado pelos anabatistas.
Indignado, e aliando-se aos cristãos errados,
baniu e perseguiu os fiéis que não concordaram
com sua unificação das igrejas. Começaram as
terríveis perseguições das seitas cristãs oficiais -
protegidas pelo imperador - contra as não
oficiais, os anabatistas, que se mantiveram
independentes do governo. Pela primeira vez na
história, a partir do ano 313, encontramos a
página mais triste da história das igrejas.
Encontramos cristãos errados perseguindo os
cristãos fiéis. Esta perseguição, além de visar o
extermínio dos anabatistas, também foi a mais
longa. Durou mais de mil e trezentos anos, vindo
a terminar após a Reforma no século XVII.
Depois que Constantino se tornou o cabeça das
igrejas desviadas da verdade, as mudanças
doutrinárias nestas igrejas, foram se avolumando
a cada ano que passava. A idéia de que o
batismo poderia ajudar na regeneração da alma
tinha larga aceitação por parte dos desviados que
aceitaram o casamento com o poder temporal. A
igreja que aceitou Constantino como seu cabeça,
acreditando que o batismo era um agente ou meio
de salvação, achava que quanto mais cedo fosse
administrado o batismo, mais garantia poderia ter
da salvação. Foi então que surgiu o “batismo
infantil”. Por que esperar a idade adulta ou
mesmo a velhice para ser batizado? “Ninguém
sabe o que pode acontecer amanhã”, pensavam
os simpatizantes da “nova igreja”. Antes disto
"crentes" e "crentes" somente, eram considerados
em condições de submeterem-se ao batismo.
"Aspersão" e "derramamento" eram formas até
então desconhecidas. Vieram muito mais tarde.
Por vários séculos os infantes eram, como os
demais, imersos. A Igreja Ortodoxa Grega (que é
um grande ramo da Igreja Católica) até hoje não
mudou a forma original de batismo. Ela pratica o
batismo infantil, mas nunca procedeu de outro
modo que não o da imersão das crianças. (Nota.
alguns historiadores da igreja põem o inicio do
batismo infantil neste século, mas eu citarei um
pequeno parágrafo das "Robinson's Ecclesiastical
Researches" (Pesquisas Eclesiásticas de
Robinson):
"Durante os primeiros três séculos as
congregações espalhadas no oriente funcionaram
em corpos independentes e separados, sem
subvenção por parte do governo, e,
conseqüentemente, sem qualquer poder secular
da Igreja sobre o Estado ou vice-versa. Em todo
esse tempo as igrejas batizavam e, segundo o
testemunho os Pais dos primeiros 4 séculos, até
Jerônimo (370, A. D.), na Grécia, Síria e África, é
mencionado um grande número de batismos de
adultos, sem a apresentação de ao menos um
batismo de criança, até o ano 370 A.
D." (Compêndio de História Batista por
Shackelford, p. 43; Vedder p. 50; Chrishan p. 31;
Orchard p. 50, etc.).
A hierarquia organizada sob a liderança de
Constantino, rapidamente se concretizou naquilo
que agora conhecemos como Igreja Católica. E a
novel igreja se associou ao governo temporal, não
mais para ser simplesmente a entidade executiva
das leis completas do Novo Testamento, mas
começou a ser legislativa, começando a emendar
e anular leis primitivas, bem como a criar regras
completamente estranhas à letra e ao espírito do
Novo Testamento.
Uma das primeira ações legislativas da Igreja, e
uma das mais subversivas quanto aos resultados
foi o estabelecimento, por lei, do batismo infantil.
Em virtude desta lei o batismo infantil tornou-se
compulsório. Isto ocorreu em cerca de 416 A. D.
Ele já existia, em casos esparsos, provavelmente,
um século antes desde decreto. Mas, com a
efetivação por lei desta prática dois princípios do
Novo Testamento foram naturalmente abordados:
- o do "batismo dos crentes" e o da "obediência
voluntária ao batismo".
Como conseqüência inevitável desta nova
doutrina e lei, ,as igrejas desviadas foram
rapidamente se enchendo de membros
inconversos . E de fato não se passaram
muitos anos até que a maioria, provavelmente, de
seus membros fosse composta de pessoas não
regeneradas. Assim os grandes interesses
espirituais do Reino de Deus caíram nas mãos de
um incrédulo poder temporal. Que se poderia
esperar então?
Em 426 A.D., justamente 10 anos depois do
estabelecimento legal do batismo infantil, foi
iniciado o tremendo período que conhecemos
como "Idade das Trevos" (Idade Média, not. Do
trad.). Que período! Quão tremendo e
sanguinolento o foi! A partir de então, por mais
uma dezena de séculos o rasto do cristianismo
do Novo Testamento foi grandemente regado pelo
sangue dos cristãos. Milhões de crentes perderam
suas vidas, pagando o preço da fidelidade ao
Senhor Jesus Cristo. Preferiram morrer do que
negar o nome do Senhor que os resgatou pela
cruz do Calvário. Nossos antepassados sofreram
as mais variadas e terríveis perseguições por
parte dos que se uniram ao poder temporal.
Creio que nem Constantino tinha a idéia do
resultado da união do seu império com os
chamados cristãos.
Foi ainda no alvorecer da "Idade das Trevas" que
o Papismo tomou corpo definitivo. Seu inicio data
de Leão II de 440 a 461 A.D. Este título,
semelhantemente ao nome dado à Igreja Católica,
tinha possibilidade de um amplo
desenvolvimento. O nome aparece aplicado
primeiramente, para designar o bispo de Roma,
296-404 A.D. mas foi formalmente adotado pela
primeira vez por Cirilo, bispo de Roma 384-398.
Mais tarde foi adotado oficialmente por Leão II,
440-461. Sua universalidade foi reclamada em
707.
Alguns séculos mais tarde foi declarado por
Gregório VII, ser o titulo exclusivo do Papado. Por
falta de espaço, infelizmente, não poderemos
descrever neste pequeno estudo todas as
mudanças que houve no decorrer dos séculos no
seio da Igreja Católica. Mas vamos dar uma
súmula dos mais significativos eventos ocorridos
nos primeiros cinco séculos:
1) A mudança gradual do governo democrático da
Igreja para o governo eclesiástico.
2) A mudança da salvação pela graça para a
salvação pelo batismo.
3) A mudança do batismo de crentes para
batismo infantil.
4) A hierarquia organizada. Casamento da Igreja
com Estado.
5) A sede do Império mudada para
Constantinopla.
6) O Batismo Infantil estabelecido por lei e
tornado compulsório .
7) Os cristãos nominais começam a perseguir os
cristãos.
8) A "Idade de Trevas" começa em 426 a.D.
9) A espada e a tocha, de referência ao
Evangelho, que se tornou o poder de Deus para a
salvação.
10) Todo o vestígio de liberdade religiosa é
desfeito, coberto e enterrado por muitos séculos.
11) As igrejas fiéis ao Novo Testamento são
perseguidas e tratadas por nomes diversos. São
ainda açuladas para o mais longe possível do
poder temporal católico. O remanescente destas
igrejas se espalhou por todo o mundo e é achado,
talvez escondido, em florestas, montanhas, vales,
antros e cavernas da terra.
BIBLIOGRAFIA:
O BATISMO ESTRANHO E OS BATISTAS, por
W.MNEVINS.
RASTO DE SANGUE, por J.M.CARROLL.
A ORIGEM, por GILBERTO STEFANO
A HISTÓRIA DOS BATISTAS, por JERRY DONALD
ROSS.
Trabalho elaborado:
Antônio Carlos Dias
Bauru, São Paulo
Rua 12 de Outubro, nº 4-3
Jardim Bela Vista
17060-300 Bauru, São Paulo
Telefone: (014) 232-5025
E-mail: [email protected]
Fonte: www.PalavraPrudente.com.br
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