17/07/2023
O único lugar do mundo em que eu esqueço de tudo e de todos é quando fico imersa na manualidade.
(mais precisamente, no mundo do crochê)
Última publicação aqui: março de 2020.
Eu havia parado de crochetar um pouco antes da pandemia. Ao invés de me acalmar, o crochê estava me causando uma certa ansiedade - fazer encomendas estava me causando pânico, pois me sentia insegura e inexperiente em fazer um trabalho que pudesse desagradar ou não fazê-lo bem feito.
(vovó acabou não me ensinando alguns truques e manhas da profissão)
Além disso, ficava me comparando com outras artesãs que faziam rápido ou com trabalhos que repercutiam lindamente nas redes sociais.
Com essa pressão mental, parei. Pensava: quando for o momento de voltar, vou fazer por prazer, para me fazer bem.
P**a para 2023: minha amiga Flávia Bravieira já havia me chamado para crochetar nas praças de BH desde 2018. E eu não conseguia ir... em 2022, ela retomou os convites e continuei não indo. Até que, após ver publicações em seu IG com várias artesãs rindo, felizes brindando com seus sucos, cervejas, vinho e água, pensei: "o que me impede?"
Eu mesma.
Fui ao 13° Encontrinho, pulei alguns e, entusiasmada pelo desafio proposto por mim mesma em reaprender os pontos de tricô ('cê acha que não vou querer aprender a costurar, fazer macramê, pintar o sete?), fui junto com 32 colegas (e meu marido, bendito fruto!) de manualidades para Ouro Preto.
Que dia mais feliz e acolhedor!!
Para finalizar essa longa história: voltei cheia de amor, de risadas, de carinho, de alegria por me juntar a elas.
Por fim, é indescritível o poder da ancestralidade emergir de uma simples reunião, para perpetuar ensinamentos antigos e fortalecer laços invisíveis como a amizade. De quebra, o amor pelas artes manuais.
Só indo ao Encontrinho para sentir o que estou dizendo.
(sim, de volta ao crochê, com tricô e etc, na paz e amor e com esse grupo maravilhoso)