30/07/2025
Perdi os anos...
E eu não percebi.
Entre filhos, silêncios, devem essas rotinas que você assume como destino.
Eles escaparam entre cafés quentes, camas frias e promessas quebradas.
E embora eu acreditesse que já não conseguiria, que aos meus 50 anos,
um dia eu me olhei no espelho e não chorei mais... Falei comigo.
Como a fénix, embora sem p***s.
Resgatei do fundo dos meus ossos aquilo que designa dignidade.
Aquela que guarda como relíquia.
quando ela decide amar mais os outros do que a si mesma.
E abordamos a todos — aqueles que me viam frágil, derrotada, submissa —
Quando levantei os olhos, abri bem os olhos e disse:
“Basta!”
Chega de me esconder at
Chega de ser boa para os outros, ruim para mim,
Chega de mendigar afeto.
Basta dizer "não importa", quando por dentro tudo doía.
Nesta idade, eu me reconstruo.
Com minhas próprias mãos, rugas e cicatrizes.
Eu pego os pedacinhos da mulher que eu fui,
Limpo-os do pó do esquecimento,
e eu colo-os de novo com ternura.
Não é tarde demais.
Não para mim.
Não para voltar a dizer "eu consigo".
E não para ensinar ao mundo — e a mim mesma.
que eu valho, que eu existo, e que ainda tenho muita vida...
e quero muito vivê-la como eu quiser.
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Parte apdtada maior parte autora: Milka MagTorre