Que tal mudar Afrika?

Ligar Como chegar Contactar o negรณcio

Que tal mudar Afrika? โœŠ๐ŸฟโœŠ๐Ÿฟ Ankh โ˜ฅ Udja โ˜ฅ Seneb โœŠ๐ŸฟโœŠ๐Ÿฟ
โ€˜๐๐Žฬ๐’ ๐๐Ž๐‘ ๐๐Žฬ๐’โ€™

Q.M.M, uma pรกgina que envolve certeza e honestidade na causa da Luta do povo Preto principalmente do Continente Preto, AKEBU-LAN( berรงo da Umanidade ) รfrica... Lutar em prol dos direitos humanos e igualdade racial.

๐‘ฌ๐‘ฎ๐‘ฐ๐‘ท๐‘ป๐‘ถ๐‘ด๐‘จ๐‘ต๐‘ฐ๐‘จ: ๐‘จ ๐‘ฏ๐‘ฐ๐‘บ๐‘ป๐‘ถฬ๐‘น๐‘ฐ๐‘จ ๐‘บ๐‘จ๐‘ต๐‘ฎ๐‘ผ๐‘ฐ๐‘ต๐‘ถ๐‘ณ๐‘ฌ๐‘ต๐‘ป๐‘จ ๐‘ซ๐‘ถ๐‘บ ๐‘ฌ๐‘ผ๐‘น๐‘ถ๐‘ท๐‘ฌ๐‘ผ๐‘บ ๐‘ธ๐‘ผ๐‘ฌ ๐‘ช๐‘ถ๐‘ต๐‘บ๐‘ผ๐‘ด๐‘ฐ๐‘จ๐‘ด ๐‘ด๐‘ผฬ๐‘ด๐‘ฐ๐‘จ๐‘บDurante sรฉculos, as areias do Egipto atraรญram f...
13/10/2026

๐‘ฌ๐‘ฎ๐‘ฐ๐‘ท๐‘ป๐‘ถ๐‘ด๐‘จ๐‘ต๐‘ฐ๐‘จ: ๐‘จ ๐‘ฏ๐‘ฐ๐‘บ๐‘ป๐‘ถฬ๐‘น๐‘ฐ๐‘จ ๐‘บ๐‘จ๐‘ต๐‘ฎ๐‘ผ๐‘ฐ๐‘ต๐‘ถ๐‘ณ๐‘ฌ๐‘ต๐‘ป๐‘จ ๐‘ซ๐‘ถ๐‘บ ๐‘ฌ๐‘ผ๐‘น๐‘ถ๐‘ท๐‘ฌ๐‘ผ๐‘บ ๐‘ธ๐‘ผ๐‘ฌ ๐‘ช๐‘ถ๐‘ต๐‘บ๐‘ผ๐‘ด๐‘ฐ๐‘จ๐‘ด ๐‘ด๐‘ผฬ๐‘ด๐‘ฐ๐‘จ๐‘บ

Durante sรฉculos, as areias do Egipto atraรญram forasteiros com promessas de mistรฉrio, tesouros e imortalidade. Desde os estudiosos que acompanharam Napoleรฃo atรฉ aos turistas da era vitoriana, os europeus ficaram fascinados pela grandiosidade dos monumentos do Vale do Nilo. Contudo, este chamado fascรญnio estava menos relacionado com a admiraรงรฃo e mais ligado ร  dominaรงรฃo.

Os europeus invadiram o Egipto no final do sรฉculo XVIII, saqueando tรบmulos, desfigurando estรกtuas, muitas vezes destruindo-lhes os narizes, e profanando templos enquanto roubavam os seus tesouros. Para agravar ainda mais a ofensa, chegaram ao ponto de consumir carne de mรบmias, uma prรกtica que persistiu durante mais de um sรฉculo.

Apรณs sรฉculos de exploraรงรฃo, elaboraram teorias pseudocientรญficas, como a jรก amplamente desacreditada hipรณtese hamรญtica e a teoria da raรงa dinรกstica, que afirmavam, de forma absurda, que os antigos egรญpcios pertenciam a uma suposta ยซgrande raรงa brancaยป. Estas alegaรงรตes fracassaram de forma evidente.

Hรก coisas tรฃo absurdas que parecem impossรญveis de inventar.

A histรณria macabra dos europeus que consumiam mรบmias:

https://www.nationalgeographic.com/history/article/mummy-eating-medical-cannibalism-gory-history

A prรณpria utilizaรงรฃo do nome ยซEgiptoยป para designar esta antiga civilizaรงรฃo รฉ apresentada, neste argumento, como uma forma de apagamento histรณrico, a palavra Egipto chegou ร s lรญnguas europeias atravรฉs do latim Aegyptus, nome associado ร  tradiรงรฃo grega apรณs a conquista de Alexandre, o Grande, no sรฉculo IV a.C.

Aegyptus nรฃo era a designaรงรฃo original utilizada pelos antigos habitantes da regiรฃo. O nome รฉ relacionado com a expressรฃo kemรฉtica Hwt-ka-Ptah, aproximadamente pronunciada ยซHut-ka-Ptahยป, que significa ยซCasa do Ka de Ptahยป

โ€” sendo Ptah uma das principais divindades veneradas no Vale do Nilo.

Esta mudanรงa de nome nรฃo deve ser analisada isoladamente, no colonialismo, o controlo dos territรณrios tambรฉm passa pela imposiรงรฃo de nomes, pela redefiniรงรฃo de fronteiras e pela substituiรงรฃo de designaรงรตes indรญgenas, prรกticas que podem afastar os povos da sua prรณpria histรณria e identidade.

Ao privilegiar designaรงรตes externas em detrimento do nome Kemet, frequentemente traduzido como ยซTerra Negraยป , os gregos, e posteriormente os romanos e outros europeus, contribuรญram para enquadrar a histรณria desta civilizaรงรฃo atravรฉs de perspectivas externas.

A imposiรงรฃo de nomes e interpretaรงรตes pode funcionar como uma forma de dominaรงรฃo cultural, influenciando a maneira como uma civilizaรงรฃo รฉ compreendida e apresentada ao mundo.

A persistรชncia do termo ยซEgiptoยป recorda a longa histรณria de conquistas, apropriaรงรตes culturais e interpretaรงรตes acadรฉmicas que, em determinados contextos, procuraram separar Kemet das suas raรญzes africanas.

A obsessรฃo pela civilizaรงรฃo egรญpcia, frequentemente designada por ยซegiptomaniaยป, ganhou forรงa na Europa durante o Renascimento e atingiu proporรงรตes extraordinรกrias na era vitoriana.

O que comeรงou como interesse pelo conhecimento histรณrico transformou-se, em determinados contextos, num espectรกculo grotesco.

Os restos mortais mumificados nรฃo eram apenas comercializados como objectos de curiosidade: tambรฉm eram reduzidos a pรณs, ingeridos como medicamentos e atรฉ exibidos em reuniรตes sociais das elites, conforme documentado pela National Geographic, as chamadas ยซfestas de desenrolamento de mรบmiasยป tornaram-se uma forma de entretenimento entre os ricos.

Arqueรณlogos e coleccionadores retiravam as antigas ligaduras que envolviam os corpos, enquanto os convidados assistiam ao espectรกculo e bebiam vinho.

Os mortos sagrados do Vale do Nilo eram, assim, transformados em objectos de entretenimento europeu.

Por detrรกs desta fascinaรงรฃo mรณrbida encontrava-se a arrogรขncia associada ao colonialismo, a profanaรงรฃo de Kemet nรฃo foi apenas fรญsica, mas tambรฉm intelectual.

Ao retirar simbolicamente a dimensรฃo africana da histรณria egรญpcia e fabricar mitos raciais, determinados estudiosos europeus procuraram reinterpretar o passado ร  imagem das suas prรณprias concepรงรตes raciais.

A hipรณtese hamรญtica apresentava os povos africanos como incapazes de desenvolver civilizaรงรตes complexas sem a intervenรงรฃo de supostos povos caucasianos. A teoria da raรงa dinรกstica reproduzia uma lรณgica semelhante, defendendo que a grandeza da civilizaรงรฃo egรญpcia nรฃo poderia ter surgido das prรณprias populaรงรตes africanas do Vale do Nilo.

Estas teorias reflectiam os preconceitos raciais dos seus defensores e foram utilizadas para sustentar hierarquias raciais que procuravam justificar a superioridade europeia.

A ironia reside no facto de as prรณprias evidรชncias histรณricas, linguรญsticas, culturais e arqueolรณgicas estudadas ao longo do tempo nรฃo sustentarem as narrativas simplistas que procuravam afastar o antigo Egipto de รfrica.

As ligaรงรตes entre Kemet, Kush e Punt demonstram a importรขncia das relaรงรตes culturais, comerciais e polรญticas entre as sociedades do Vale do Nilo e outras regiรตes africanas. Estas civilizaรงรตes participaram no desenvolvimento de conhecimentos arquitectรณnicos, sistemas de organizaรงรฃo polรญtica, prรกticas religiosas, observaรงรตes astronรณmicas e tradiรงรตes intelectuais muito antes do chamado Iluminismo europeu.

Em vez de reconhecerem plenamente este contexto histรณrico, alguns colonizadores e estudiosos participaram no saque de sepulturas, na exposiรงรฃo de restos mortais humanos e na divulgaรงรฃo de interpretaรงรตes destinadas a preservar ideias de superioridade racial.

A egiptomania nunca foi apenas uma questรฃo de fascรญnio pelo exรณtico. Em muitos dos seus episรณdios, esteve tambรฉm relacionada com a apropriaรงรฃo e a posse.

Possuir uma mรบmia, arrancar o nariz de uma estรกtua ou transportar obeliscos e sarcรณfagos para outros territรณrios eram prรกticas que transformavam o patrimรณnio de outra civilizaรงรฃo em trofรฉus e recordaรงรตes.

O consumo de preparados feitos a partir de mรบmias e o espectรกculo pรบblico de abertura dos seus invรณlucros revelam atรฉ que ponto alguns sectores da sociedade europeia chegaram a tratar o patrimรณnio funerรกrio egรญpcio como um recurso a explorar, tanto material como simbolicamente.

Actualmente, a egiptomania manifesta-se tambรฉm de formas menos evidentes: atravรฉs de colecรงรตes museolรณgicas que conservam objectos retirados dos seus contextos originais, de representaรงรตes cinematogrรกficas que nem sempre reconhecem adequadamente a dimensรฃo africana da civilizaรงรฃo e de narrativas que apresentam o antigo Egipto como uma realidade desligada do restante continente.

Contudo, uma coisa permanece fundamental: o antigo Egipto desenvolveu-se em รfrica, no Vale do Nilo, e a sua histรณria nรฃo pode ser compreendida de forma adequada sem considerar as populaรงรตes africanas, as suas relaรงรตes culturais e o contexto geogrรกfico em que essa civilizaรงรฃo floresceu.

Nenhum saque, nenhuma teoria pseudocientรญfica e nenhuma mistura medicinal ร  base de pรณ de mรบmia podem alterar os acontecimentos histรณricos.

โ”โ”โ”โ”โ”โ”โ”โ”โ”โ”โ”โ”โ”โ”โ”โ”โ”โ”

AS ORIGENS DA EGIPTOLOGIA | CURTA-METRAGEM

O que tรชm em comum Rockefeller, a Alemanha n**i e o antigo Egipto?

Junta-te a nรณs para explorarmos alegaรงรตes sobre uma das maiores conspiraรงรตes da histรณria da humanidade.

ยซNรฃo falei com raiva nem com arrogรขncia. Nรฃo amaldiรงoei ninguรฉm em pensamento, palavra ou acto.ยป

โ€” 35.ยบ e 36.ยบ princรญpios de Ma'at.
Fonte: KnowThyself Institute
Trad/edi: Que tal mudar Afrika?

๐‘ธ๐‘ผ๐‘ฌ ๐‘ป๐‘จ๐‘ณ ๐‘ด๐‘ผ๐‘ซ๐‘จ๐‘น ๐‘จ๐‘ญ๐‘น๐‘ฐ๐‘ฒ๐‘จ?
โ€œ๐‘ตร“๐‘บ ๐‘ท๐‘ถ๐‘น ๐‘ตร“๐‘บโ€

๐“‹น ๐‘จ ๐‘ท๐‘น๐‘ฌ๐‘บ๐‘ฌ๐‘ต๐‘ชฬง๐‘จ ๐‘จ๐‘ญ๐‘น๐‘ฐ๐‘ฒ๐‘จ๐‘ต๐‘จ ๐‘ต๐‘จ ๐‘ฌ๐‘ผ๐‘น๐‘ถ๐‘ท๐‘จ ๐‘ฌ ๐‘ถ ๐‘ฐ๐‘ต๐‘ฐฬ๐‘ช๐‘ฐ๐‘ถ ๐‘ซ๐‘จ ๐‘ฌ๐‘บ๐‘ช๐‘น๐‘จ๐‘ฝ๐‘ฐ๐‘ซ๐‘จฬƒ๐‘ถ ๐‘ป๐‘น๐‘จ๐‘ต๐‘บ๐‘จ๐‘ป๐‘ณ๐‘จฬ‚๐‘ต๐‘ป๐‘ฐ๐‘ช๐‘จ ๐“‹นA presenรงa de um grande nรบmero de Africanos...
13/10/2026

๐“‹น ๐‘จ ๐‘ท๐‘น๐‘ฌ๐‘บ๐‘ฌ๐‘ต๐‘ชฬง๐‘จ ๐‘จ๐‘ญ๐‘น๐‘ฐ๐‘ฒ๐‘จ๐‘ต๐‘จ ๐‘ต๐‘จ ๐‘ฌ๐‘ผ๐‘น๐‘ถ๐‘ท๐‘จ ๐‘ฌ ๐‘ถ ๐‘ฐ๐‘ต๐‘ฐฬ๐‘ช๐‘ฐ๐‘ถ ๐‘ซ๐‘จ ๐‘ฌ๐‘บ๐‘ช๐‘น๐‘จ๐‘ฝ๐‘ฐ๐‘ซ๐‘จฬƒ๐‘ถ ๐‘ป๐‘น๐‘จ๐‘ต๐‘บ๐‘จ๐‘ป๐‘ณ๐‘จฬ‚๐‘ต๐‘ป๐‘ฐ๐‘ช๐‘จ ๐“‹น

A presenรงa de um grande nรบmero de Africanos na Europa terminou abruptamente a 2 de Fevereiro de 1492 d.C.

Os primeiros Africanos escravizados a serem transportados para as Amรฉricas vieram de Espanha, nos primeiros anos do sรฉculo XVI d.C., sob a รฉgide do reverendo Bartolomeu de Las Casas e do Papa da Igreja Catรณlica Romana.
Naquela รฉpoca, a Igreja Catรณlica era a รบnica organizaรงรฃo do mundo cristรฃo que existia.

Q.M.A. | Nรณs por Nรณs

๐“‚€ ๐๐‘๐Ž๐•ร‰๐‘๐๐ˆ๐Ž ๐€๐…๐‘๐ˆ๐Š๐€๐๐Ž:โ ๐’๐ž ๐š ๐ ๐š๐ซ๐ ๐š๐ง๐ญ๐š ๐ฉ๐จ๐๐ž ๐œ๐จ๐ง๐œ๐ž๐๐ž๐ซ ๐ฉ๐š๐ฌ๐ฌ๐š๐ ๐ž ๐š ๐ฎ๐ฆ๐š ๐Ÿ๐š๐œ๐š, ๐จ รข๐ง๐ฎ๐ฌ ๐๐ž๐ฏ๐ž ๐ฌ๐š๐›๐ž๐ซ ๐œ๐จ๐ฆ๐จ ๐ž๐ฑ๐ฉ๐ฎ๐ฅ๐ฌรก-๐ฅ๐š. โž๐“‚€ ๐‘๐„๐…๐‹๐„๐—รƒ๐Ž:Na...
13/10/2026

๐“‚€ ๐๐‘๐Ž๐•ร‰๐‘๐๐ˆ๐Ž ๐€๐…๐‘๐ˆ๐Š๐€๐๐Ž:

โ ๐’๐ž ๐š ๐ ๐š๐ซ๐ ๐š๐ง๐ญ๐š ๐ฉ๐จ๐๐ž ๐œ๐จ๐ง๐œ๐ž๐๐ž๐ซ ๐ฉ๐š๐ฌ๐ฌ๐š๐ ๐ž ๐š ๐ฎ๐ฆ๐š ๐Ÿ๐š๐œ๐š, ๐จ รข๐ง๐ฎ๐ฌ ๐๐ž๐ฏ๐ž ๐ฌ๐š๐›๐ž๐ซ ๐œ๐จ๐ฆ๐จ ๐ž๐ฑ๐ฉ๐ฎ๐ฅ๐ฌรก-๐ฅ๐š. โž

๐“‚€ ๐‘๐„๐…๐‹๐„๐—รƒ๐Ž:

Na vida, hรก momentos em que รฉ preciso abrir caminho, mesmo que isso doa. A garganta pode ser forรงada a aceitar o que nรฃo deveria, a engolir o que nรฃo รฉ seu, a calar o que te faz mal.

Mas tambรฉm รฉ preciso ter a coragem e a consciรชncia de eliminar o que jรก nรฃo te serve.

Nรฃo basta sofrer em silรชncio. ร‰ preciso saber expulsar o que envenena, libertando o corpo, a mente e o espรญrito, aceitar nรฃo รฉ o mesmo que permitir que te destruam.

๐‘ตรณ๐’” ๐’‘๐’๐’“ ๐‘ตรณ๐’”.

๐‘บ๐‘จ๐‘ด๐‘ฉ๐‘ผ๐‘น๐‘ผ: ๐‘จ๐‘บ ๐‘ฎ๐‘ผ๐‘จ๐‘น๐‘ซ๐‘ฐ๐‘จฬƒ๐‘บ ๐‘ซ๐‘จ ๐‘ด๐‘ฌ๐‘ด๐‘ถฬ๐‘น๐‘ฐ๐‘จ ๐‘จ๐‘ต๐‘ช๐‘ฌ๐‘บ๐‘ป๐‘น๐‘จ๐‘ณNas paisagens acidentadas e de vegetaรงรฃo densa da cordilheira de Mathews, as ...
13/10/2026

๐‘บ๐‘จ๐‘ด๐‘ฉ๐‘ผ๐‘น๐‘ผ: ๐‘จ๐‘บ ๐‘ฎ๐‘ผ๐‘จ๐‘น๐‘ซ๐‘ฐ๐‘จฬƒ๐‘บ ๐‘ซ๐‘จ ๐‘ด๐‘ฌ๐‘ด๐‘ถฬ๐‘น๐‘ฐ๐‘จ ๐‘จ๐‘ต๐‘ช๐‘ฌ๐‘บ๐‘ป๐‘น๐‘จ๐‘ณ

Nas paisagens acidentadas e de vegetaรงรฃo densa da cordilheira de Mathews, as mulheres anciรฃs Samburu sรฃo respeitadas guardiรฃs das tradiรงรตes dos seus clรฃs e da histรณria transmitida oralmente.

Os seus icรณnicos colares de missangas, construรญdos em camadas densas de vermelho, laranja e azul, contam a histรณria de uma vida inteira, marcada por diferentes etapas etรกrias, acontecimentos familiares importantes e uma forรงa cultural que perdura ao longo do tempo.

Os traรงos do seu rosto, marcados pelo tempo, e os seus olhos luminosos e penetrantes reflectem dรฉcadas de vida ร  sombra das montanhas.

Envolvida por espirais tradicionais de adornos vermelhos no pescoรงo e coroada por uma fina faixa de missangas, o seu olhar intenso impรตe uma reverรชncia silenciosa, constituindo um testemunho da sabedoria e da resiliรชncia das matriarcas Samburu.

Que histรณria consegues ver escrita no seu olhar firme e poderoso?

๐Ÿ“ Cordilheira de Mathews, Norte do Quรฉnia.

๐Ÿ“ธ Piper Mackay Photography

๐‘ท๐‘น๐‘ถ๐‘ฝร‰๐‘น๐‘ฉ๐‘ฐ๐‘ถ ๐‘จ๐‘ญ๐‘น๐‘ฐ๐‘ฒ๐‘จ๐‘ต๐‘ถ:"๐‘ธ๐’–๐’‚๐’๐’…๐’ ๐’ ๐’“๐’†๐’ƒ๐’‚๐’๐’‰๐’ ๐’”๐’† ๐’–๐’๐’†, ๐’ ๐‘ณ๐’†รฃ๐’ รฉ ๐’๐’ƒ๐’“๐’Š๐’ˆ๐’‚๐’…๐’ ๐’‚ ๐’”๐’† ๐’…๐’†๐’Š๐’•๐’‚๐’“ ๐’„๐’๐’Ž ๐’‡๐’๐’Ž๐’†."๐‘น๐‘ฌ๐‘ญ๐‘ณ๐‘ฌ๐‘ฟรƒ๐‘ถ:Uma das maiores heranรงas d...
09/10/2026

๐‘ท๐‘น๐‘ถ๐‘ฝร‰๐‘น๐‘ฉ๐‘ฐ๐‘ถ ๐‘จ๐‘ญ๐‘น๐‘ฐ๐‘ฒ๐‘จ๐‘ต๐‘ถ:

"๐‘ธ๐’–๐’‚๐’๐’…๐’ ๐’ ๐’“๐’†๐’ƒ๐’‚๐’๐’‰๐’ ๐’”๐’† ๐’–๐’๐’†, ๐’ ๐‘ณ๐’†รฃ๐’ รฉ ๐’๐’ƒ๐’“๐’Š๐’ˆ๐’‚๐’…๐’ ๐’‚ ๐’”๐’† ๐’…๐’†๐’Š๐’•๐’‚๐’“ ๐’„๐’๐’Ž ๐’‡๐’๐’Ž๐’†."

๐‘น๐‘ฌ๐‘ญ๐‘ณ๐‘ฌ๐‘ฟรƒ๐‘ถ:

Uma das maiores heranรงas da invasรฃo e da escravidรฃo de Afrika รฉ a ruptura entre nรณs. Uma fragmentaรงรฃo tรฃo profunda que um violador europeu, chamado Willie Lynch, teria associado a dominaรงรฃo ร  estratรฉgia de "separar para melhor reinar".

A unidade Afrikana representa o descalabro do imperialismo ocidental. A nossa uniรฃo ameaรงa as estruturas de dominaรงรฃo que prosperam com a nossa divisรฃo.

Enquanto nรฃo cortarmos a juba do Leรฃo, continuaremos a temer pela perpetuaรงรฃo da segregaรงรฃo nesta selva universal.

๐‘ธ๐‘ผ๐‘ฌ ๐‘ป๐‘จ๐‘ณ ๐‘ด๐‘ผ๐‘ซ๐‘จ๐‘น ๐‘จ๐‘ญ๐‘น๐‘ฐ๐‘ฒ๐‘จ?
๐‘ตรณ๐’” ๐’‘๐’๐’“ ๐‘ตรณ๐’”.

๐‘ท๐‘จ๐‘น๐‘จ ๐‘จ๐‘ณร‰๐‘ด ๐‘ซ๐‘ฌ ๐‘ผ๐‘ด๐‘จ ๐‘ช๐‘ถ๐‘น: ๐‘ถ ๐‘บ๐‘ฌ๐‘ฎ๐‘น๐‘ฌ๐‘ซ๐‘ถ ๐‘ฌ๐‘บ๐‘ท๐‘ฐ๐‘น๐‘ฐ๐‘ป๐‘ผ๐‘จ๐‘ณ ๐‘ฌ ๐‘ช๐‘ฐ๐‘ฌ๐‘ต๐‘ปร๐‘ญ๐‘ฐ๐‘ช๐‘ถ ๐‘ซ๐‘จ ๐‘ด๐‘ฌ๐‘ณ๐‘จ๐‘ต๐‘ฐ๐‘ต๐‘จA melanina nรฃo รฉ apenas um pigmento superficial que p...
09/10/2026

๐‘ท๐‘จ๐‘น๐‘จ ๐‘จ๐‘ณร‰๐‘ด ๐‘ซ๐‘ฌ ๐‘ผ๐‘ด๐‘จ ๐‘ช๐‘ถ๐‘น:
๐‘ถ ๐‘บ๐‘ฌ๐‘ฎ๐‘น๐‘ฌ๐‘ซ๐‘ถ ๐‘ฌ๐‘บ๐‘ท๐‘ฐ๐‘น๐‘ฐ๐‘ป๐‘ผ๐‘จ๐‘ณ ๐‘ฌ ๐‘ช๐‘ฐ๐‘ฌ๐‘ต๐‘ปร๐‘ญ๐‘ฐ๐‘ช๐‘ถ ๐‘ซ๐‘จ ๐‘ด๐‘ฌ๐‘ณ๐‘จ๐‘ต๐‘ฐ๐‘ต๐‘จ

A melanina nรฃo รฉ apenas um pigmento superficial que protege contra o sol. ร‰ apresentada neste texto como um condutor de energia e consciรชncia, uma antena biolรณgica que conecta o homem negro ร s leis do Universo.

E para compreender o grande despertar actual, รฉ necessรกrio abordar aquilo que este texto apresenta como o segredo mais censurado pela ciรชncia materialista: a face oculta da melanina.

Ensinaram-te na escola que a melanina รฉ apenas uma questรฃo de ยซcor da peleยป ou um mecanismo de protecรงรฃo contra os raios ultravioleta. Contudo, esta perspectiva, segundo o autor, representa uma reduรงรฃo das suas propriedades quรขnticas.

Eis algumas das ideias apresentadas sobre a substรขncia que faz parte do corpo humano.

๐ŸŒŸ ๐Ÿ. ๐‘ผ๐‘ด๐‘จ ๐‘จ๐‘ต๐‘ป๐‘ฌ๐‘ต๐‘จ ๐‘ชร“๐‘บ๐‘ด๐‘ฐ๐‘ช๐‘จ ๐‘ฌ ๐‘ฌ๐‘ต๐‘ฌ๐‘น๐‘ฎร‰๐‘ป๐‘ฐ๐‘ช๐‘จ

A melanina, particularmente a eumelanina, apresenta propriedades fรญsicas e quรญmicas que despertam o interesse da investigaรงรฃo cientรญfica. ร‰ estudada pelas suas interacรงรตes com a luz e pela sua capacidade de absorver diferentes comprimentos de onda.

O texto vai mais longe e apresenta-a como um semicondutor biolรณgico avanรงado, capaz de captar nรฃo apenas a luz solar, mas tambรฉm de transformar radiaรงรตes electromagnรฉticas, som e energia ambiente em energia quรญmica utilizรกvel pelo corpo humano.

Nesta interpretaรงรฃo, o ser humano de pele escura nรฃo se limita a receber a radiaรงรฃo solar: o seu corpo absorve-a para elevar a sua frequรชncia vibratรณria.

๐Ÿง  ๐Ÿ. ๐‘จ ๐‘ช๐‘ฏ๐‘จ๐‘ฝ๐‘ฌ ๐‘ซ๐‘จ ๐‘ช๐‘ถ๐‘ต๐‘บ๐‘ช๐‘ฐรŠ๐‘ต๐‘ช๐‘ฐ๐‘จ: ๐‘จ ๐‘ต๐‘ฌ๐‘ผ๐‘น๐‘ถ๐‘ด๐‘ฌ๐‘ณ๐‘จ๐‘ต๐‘ฐ๐‘ต๐‘จ

O cรฉrebro humano contรฉm uma regiรฃo escura conhecida como substรขncia negra (substantia nigra), que possui neuromelanina. Esta estrutura desempenha um papel importante no controlo dos movimentos e estรก associada a processos neurolรณgicos relacionados com a dopamina.

O texto estabelece uma ligaรงรฃo entre esta regiรฃo, a glรขndula pineal e o chamado ยซTerceiro Olhoยป, associando-os ร s tradiรงรตes espirituais das antigas civilizaรงรตes de pele escura do ano 5127.

Segundo esta interpretaรงรฃo, essas civilizaรงรตes compreendiam que a espiritualidade superior, a intuiรงรฃo e a ligaรงรฃo com o divino dependiam da activaรงรฃo de um centro interno de luz.

A partir desta perspectiva, afirma-se que, quanto maior for a concentraรงรฃo de melanina no corpo, mais receptiva serรก a sua antena biolรณgica.

๐ŸŒŒ ๐Ÿ‘. ๐‘จ ๐‘ด๐‘จ๐‘ปร‰๐‘น๐‘ฐ๐‘จ ๐‘ฌ๐‘บ๐‘ช๐‘ผ๐‘น๐‘จ ๐‘ซ๐‘ถ ๐‘ผ๐‘ต๐‘ฐ๐‘ฝ๐‘ฌ๐‘น๐‘บ๐‘ถ

Este รฉ o ponto que o texto apresenta como um dos maiores enigmas da Fรญsica: aproximadamente 85% da matรฉria do Universo corresponde ร quilo que os cientistas designam por matรฉria escura.

Trata-se de uma forma de matรฉria que nรฃo emite nem absorve luz de maneira detectรกvel pelos mรฉtodos convencionais, sendo inferida principalmente atravรฉs dos seus efeitos gravitacionais, a sua natureza exacta continua a ser investigada pelos astrofรญsicos.

O texto estabelece entรฃo um paralelo entre a melanina e a matรฉria escura, recorrendo a interpretaรงรตes de cientistas independentes e filรณsofos da consciรชncia.

Nesta perspectiva simbรณlica, a melanina seria uma espรฉcie de rรฉplica biolรณgica da matรฉria escura primordial: uma matriz da vida que absorve, protege e participa nos processos associados ร  luz.

๐‘ถ ๐‘ธ๐‘ผ๐‘ฌ ๐‘ซ๐‘ฌ๐‘ฝ๐‘ฌ๐‘ด๐‘ถ๐‘บ ๐‘น๐‘ฌ๐‘ป๐‘ฌ๐‘น?

Ao longo da histรณria, sociedades ocidentais construรญram e difundiram ideologias racistas que procuraram apresentar a pele negra como sinal de inferioridade. Essas concepรงรตes serviram para justificar a escravizaรงรฃo, a colonizaรงรฃo e a discriminaรงรฃo de populaรงรตes africanas e dos seus descendentes.

O texto procura contrariar essa heranรงa, defendendo uma valorizaรงรฃo do corpo negro e da sua identidade.

A ideia central รฉ que a pele negra nรฃo deve ser encarada como uma inferioridade, mas como uma caracterรญstica biolรณgica que merece ser compreendida sem preconceitos.

Ser negro, ter a pele escura, morena ou acastanhada nรฃo determina o valor intelectual, espiritual ou humano de ninguรฉm, a pigmentaรงรฃo da pele resulta de processos biolรณgicos complexos, e a dignidade humana nรฃo depende da quantidade de melanina presente no organismo.

Quanto ao ano 5127 e ร  ideia de uma nova era da verdade, pertencem ao enquadramento espiritual e simbรณlico proposto pelo autor, nรฃo constituindo uma dataรงรฃo histรณrica ou cientรญfica reconhecida.

A verdadeira valorizaรงรฃo da identidade africana nรฃo exige que transformemos hipรณteses em certezas. Exige conhecimento, consciรชncia histรณrica e disposiรงรฃo para investigar atรฉ aquilo em que desejamos acreditar.

๐‘ญ๐‘ถ๐‘ต๐‘ป๐‘ฌ๐‘บ ๐‘ด๐‘ฌ๐‘ต๐‘ช๐‘ฐ๐‘ถ๐‘ต๐‘จ๐‘ซ๐‘จ๐‘บ ๐‘ต๐‘ถ ๐‘ป๐‘ฌ๐‘ฟ๐‘ป๐‘ถ:

โ–ช๏ธ Barr, F. E. (1983). Melanin: The Organizing Molecule. Medical Hypotheses. Referรชncia apresentada pelo autor original, cuja identificaรงรฃo bibliogrรกfica completa necessita de confirmaรงรฃo.

โ–ช๏ธ Eglash, Ron (1999). African Fractals: Modern Computing and Indigenous Design. Obra sobre padrรตes matemรกticos, sistemas culturais e formas de organizaรงรฃo presentes em diferentes sociedades africanas.

โ–ช๏ธ Wikipรฉdia โ€” Neuromelanina.

โ–ช๏ธ Wikipรฉdia โ€” Glรขndula pineal.

โ–ช๏ธ Wikipรฉdia โ€” Matรฉria escura.

๐‘ต๐‘ถ๐‘ป๐‘จ ๐‘ฌ๐‘ซ๐‘ฐ๐‘ป๐‘ถ๐‘น๐‘ฐ๐‘จ๐‘ณ ๐‘ธ.๐‘ด.๐‘จ.: As fontes acima foram mencionadas no texto original. A sua inclusรฃo nรฃo significa que sustentem todas as afirmaรงรตes apresentadas sobre a melanina, a consciรชncia, a espiritualidade ou a matรฉria escura. Essas alegaรงรตes devem ser verificadas individualmente.

๐‘ธ.๐‘ด.๐‘จ. | ๐‘ธ๐‘ผ๐‘ฌ ๐‘ป๐‘จ๐‘ณ ๐‘ด๐‘ผ๐‘ซ๐‘จ๐‘น ๐‘จ๐‘ญ๐‘น๐‘ฐ๐‘ฒ๐‘จ?

CONHECIMENTO โ€ข CONSCIรŠNCIA HISTร“RICA โ€ข PENSAMENTO CRรTICO

๐‘ฝร‰๐‘น๐‘ถ๐‘ต๐‘ฐ๐‘ธ๐‘ผ๐‘ฌ ๐‘ฐ โ€” ๐‘จ ๐‘น๐‘จ๐‘ฐ๐‘ต๐‘ฏ๐‘จ ๐‘ซ๐‘ฌ ๐‘ด๐‘จ๐‘ป๐‘จ๐‘ด๐‘ฉ๐‘จ ๐‘ธ๐‘ผ๐‘ฌ ๐‘ซ๐‘ฌ๐‘ญ๐‘ฌ๐‘ต๐‘ซ๐‘ฌ๐‘ผ ๐‘จ ๐‘จ๐‘ผ๐‘ป๐‘ถ๐‘ต๐‘ถ๐‘ด๐‘ฐ๐‘จ ๐‘ซ๐‘ถ ๐‘บ๐‘ฌ๐‘ผ ๐‘น๐‘ฌ๐‘ฐ๐‘ต๐‘ถ(1681 โ€” 1721)Quando se fala das grandes mulheres ...
06/10/2026

๐‘ฝร‰๐‘น๐‘ถ๐‘ต๐‘ฐ๐‘ธ๐‘ผ๐‘ฌ ๐‘ฐ โ€” ๐‘จ ๐‘น๐‘จ๐‘ฐ๐‘ต๐‘ฏ๐‘จ ๐‘ซ๐‘ฌ ๐‘ด๐‘จ๐‘ป๐‘จ๐‘ด๐‘ฉ๐‘จ ๐‘ธ๐‘ผ๐‘ฌ ๐‘ซ๐‘ฌ๐‘ญ๐‘ฌ๐‘ต๐‘ซ๐‘ฌ๐‘ผ ๐‘จ ๐‘จ๐‘ผ๐‘ป๐‘ถ๐‘ต๐‘ถ๐‘ด๐‘ฐ๐‘จ ๐‘ซ๐‘ถ ๐‘บ๐‘ฌ๐‘ผ ๐‘น๐‘ฌ๐‘ฐ๐‘ต๐‘ถ
(1681 โ€” 1721)

Quando se fala das grandes mulheres da histรณria da รfrica Central, Njinga Mbande รฉ, hoje, relativamente a mais conhecida, mas a histรณria de Matamba nรฃo terminou com a sua morte.

Depois de Njinga, outras mulheres continuaram a ocupar o trono e a exercer poder polรญtico num territรณrio marcado por guerras, disputas internas, comรฉrcio, religiรฃo e pela crescente Violaรงรฃo dos invasores portugueses.

Entre essas soberanas estava Vรฉronique I de Matamba, tambรฉm conhecida como Vรฉronique Guterres Kangala Kingwanda.

Ela governou Ndongo e Matamba entre 1681 e 1721, durante cerca de quatro dรฉcadas, o seu reinado foi marcado por diplomacia, confrontos militares, negociaรงรตes com os invasores portugueses e pela tentativa permanente de preservar a autoridade polรญtica de Matamba.

E a sua histรณria รฉ muito mais complexa do que a simples narrativa de uma rainha que lutou contra os portugueses.

๐‘จ๐‘บ ๐‘ถ๐‘น๐‘ฐ๐‘ฎ๐‘ฌ๐‘ต๐‘บ ๐‘ซ๐‘จ ๐‘น๐‘จ๐‘ฐ๐‘ต๐‘ฏ๐‘จ

Vรฉronique pertencia ร  dinastia Guterres, que ganhou forรงa polรญtica em Matamba depois do perรญodo de Njinga.

Era filha do rei Joรฃo Guterres Ngola Kanini e irmรฃ de Francisco Guterres, soberano que a antecedeu.

Nรฃo existem informaรงรตes suficientemente seguras sobre o seu ano de nascimento ou sobre a sua idade quando chegou ao trono, por isso, qualquer afirmaรงรฃo demasiado precisa sobre esses aspectos deve ser tratada com cautela.

Vรฉronique cresceu num reino profundamente marcado pelas guerras e pelas disputas polรญticas, mas tambรฉm por uma tradiรงรฃo de governo feminino que havia sido fortalecida durante o longo reinado de Njinga.

Matamba havia-se transformado num dos principais centros polรญticos da regiรฃo e precisava constantemente equilibrar os seus prรณprios interesses diante das ambiรงรตes portuguesas.

๐‘ผ๐‘ด ๐‘ป๐‘น๐‘ถ๐‘ต๐‘ถ ๐‘ด๐‘จ๐‘น๐‘ช๐‘จ๐‘ซ๐‘ถ ๐‘ท๐‘ฌ๐‘ณ๐‘จ ๐‘ฎ๐‘ผ๐‘ฌ๐‘น๐‘น๐‘จ

Em 1681, Matamba voltou a entrar em guerra contra os portugueses.

Durante o conflito, o rei Francisco Guterres, irmรฃo de Vรฉronique, morreu na batalha de Katole, mesmo com a morte do seu soberano, as forรงas de Matamba continuaram a resistir e os portugueses acabaram por se retirar.

Foi nesse cenรกrio que Vรฉronique assumiu o trono.
Ela recebeu um reino que acabara de atravessar uma guerra e que precisava lidar com uma potรชncia colonial que possuรญa recursos militares considerรกveis.

Mas a nova rainha compreendeu algo fundamental:

Nem toda batalha precisava ser travada no campo de guerra, e Vรฉronique recorreu tambรฉm ร  diplomacia.

๐‘ซ๐‘ฐ๐‘ท๐‘ณ๐‘ถ๐‘ด๐‘จ๐‘ช๐‘ฐ๐‘จ ๐‘จ๐‘ต๐‘ป๐‘ฌ๐‘บ ๐‘ซ๐‘จ ๐‘ฌ๐‘บ๐‘ท๐‘จ๐‘ซ๐‘จ

Depois de chegar ao poder, Vรฉronique enviou uma embaixada a Luanda para negociar com as supostas autoridades inavsoras portuguesas.

As negociaรงรตes resultaram no tratado de paz de 7 de Setembro de 1683.

O acordo tratava de questรตes relacionadas com prisioneiros, comรฉrcio, circulaรงรฃo pelo territรณrio e presenรงa de missionรกrios, Vรฉronique aceitou tambรฉm uma forma de vassalagem nominal perante aos invasores.

Mas reconhecer formalmente uma relaรงรฃo de vassalagem nรฃo significava necessariamente entregar a soberania polรญtica de Matamba.

Os acontecimentos posteriores demonstrariam isso, porque a rainha continuaria a defender os interesses territoriais e polรญticos do seu reino.

๐‘จ ๐‘ท๐‘จ๐’ ๐‘ตรƒ๐‘ถ ๐‘ซ๐‘ผ๐‘น๐‘ถ๐‘ผ ๐‘ท๐‘จ๐‘น๐‘จ ๐‘บ๐‘ฌ๐‘ด๐‘ท๐‘น๐‘ฌ

Poucos anos depois, Vรฉronique voltou a adoptar uma polรญtica mais ofensiva.

Entre 1688 e 1689, as suas forรงas avanรงaram em direcรงรฃo ร s regiรตes de Dembos e Cahenda, territรณrios estratรฉgicos disputados por diferentes poderes africanos e pelos portugueses.

As forรงas de Matamba chegaram tambรฉm a ameaรงar posiรงรตes portuguesas prรณximas de Ambaca, importante praรงa fortificada da colรณnia portuguesa de Angola.

Em 1689, Vรฉronique atacou os portugueses em Cahenda.

Os portugueses reagiram militarmente e conseguiram limitar a expansรฃo das suas forรงas, mas a rainha nรฃo abandonou simplesmente as suas reivindicaรงรตes, e oque estava em jogo nรฃo era apenas uma guerra, era a autoridade de Matamba sobre o seu prรณprio territรณrio.

๐‘ผ๐‘ด๐‘จ ๐‘น๐‘จ๐‘ฐ๐‘ต๐‘ฏ๐‘จ ๐‘ฌ๐‘ต๐‘ป๐‘น๐‘ฌ ๐‘จ ๐‘ซ๐‘ฐ๐‘ท๐‘ณ๐‘ถ๐‘ด๐‘จ๐‘ช๐‘ฐ๐‘จ, ๐‘จ ๐‘ฎ๐‘ผ๐‘ฌ๐‘น๐‘น๐‘จ ๐‘ฌ ๐‘จ ๐‘ท๐‘ถ๐‘ณร๐‘ป๐‘ฐ๐‘ช๐‘จ

O reinado de Vรฉronique revela uma realidade frequentemente simplificada quando se conta a histรณria dos reinos africanos diante da expansรฃo portuguesa.

Os soberanos africanos nรฃo actuavam simplesmente entre duas opรงรตes: submeter-se ou guerrear, existiam negociaรงรตes, alianรงas, comรฉrcio, tratados, disputas territoriais, religiรฃo, diplomacia e guerra.

Vรฉronique podia negociar com os portugueses quando isso favorecia Matamba e, posteriormente, voltar a enfrentรก-los quando os seus interesses entravam em conflito com os do reino.

Ela procurava preservar a autoridade de Ndongo e Matamba, mantendo a continuidade de uma tradiรงรฃo polรญtica na qual as mulheres ocupavam posiรงรตes centrais de poder.

E essa continuidade รฉ particularmente importante, porque a histรณria de Matamba nรฃo termina com Njinga... Njinga foi uma das grandes soberanas de Matamba, e Vรฉronique foi uma das mulheres que continuaram a governar depois dela.

๐‘ฝร‰๐‘น๐‘ถ๐‘ต๐‘ฐ๐‘ธ๐‘ผ๐‘ฌ ๐‘ฌ ๐‘ถ ๐‘ช๐‘น๐‘ฐ๐‘บ๐‘ป๐‘ฐ๐‘จ๐‘ต๐‘ฐ๐‘บ๐‘ด๐‘ถ

Existe ainda outro aspecto interessante na histรณria de Vรฉronique.

A rainha parece ter sido cristรฃ, mas isso nรฃo significava que aceitasse passivamente a presenรงa polรญtica portuguesa.

Missionรกrios capuchinhos jรก haviam estabelecido presenรงa em Matamba durante o sรฉculo XVII. Depois das transformaรงรตes polรญticas ocorridas apรณs a morte de Njinga, essa presenรงa foi interrompida.

Por volta de 1701, o missionรกrio capuchinho Luca da Caltanissetta escreveu a Vรฉronique solicitando autorizaรงรฃo para restabelecer uma missรฃo cristรฃ no reino.

A resposta atribuรญda ร  rainha revela uma posiรงรฃo complexa.

Ela demonstrava preocupaรงรฃo com os seus sรบbditos que morriam sem receber o baptismo, mas simultaneamente mantinha uma profunda desconfianรงa em relaรงรฃo aos europeus e nรฃo queria simplesmente devolver aos missionรกrios portugueses a influรชncia que anteriormente possuรญam junto da corte.

๐‘จ๐‘ณ๐‘ฐ๐‘จ๐‘ตร‡๐‘จ๐‘บ ๐‘จ๐‘ญ๐‘น๐‘ฐ๐‘ช๐‘จ๐‘ต๐‘จ๐‘บ ๐‘ฌ ๐‘จ ๐‘ฉ๐‘ผ๐‘บ๐‘ช๐‘จ ๐‘ซ๐‘ฌ ๐‘ฐ๐‘ต๐‘ญ๐‘ณ๐‘ผรŠ๐‘ต๐‘ช๐‘ฐ๐‘จ

No inรญcio do sรฉculo XVIII, Vรฉronique voltou a tentar ampliar a influรชncia de Matamba, em 1706, procurou fortalecer a sua posiรงรฃo e enviou representantes ao rei Pedro IV do Kongo, esse episรณdio รฉ importante porque demonstra que a polรญtica de Matamba nรฃo se limitava ร s relaรงรตes com Luanda.

Vรฉronique tambรฉm procurava dialogar com outros poderes africanos.

A sobrevivรชncia polรญtica de um reino nรฃo dependia apenas da sua relaรงรฃo com a potรชncia colonial. Dependia tambรฉm das alianรงas e dos equilรญbrios existentes entre os prรณprios reinos africanos.

As ambiรงรตes territoriais de Vรฉronique, entretanto, voltaram a encontrar resistรชncia militar portuguesa e algumas dessas iniciativas acabaram por nรฃo alcanรงar os resultados pretendidos.

๐‘จ ๐‘ญ๐‘จ๐‘ช๐‘ฌ ๐‘ป๐‘นร๐‘ฎ๐‘ฐ๐‘ช๐‘จ ๐‘ซ๐‘จ๐‘บ ๐‘ฎ๐‘ผ๐‘ฌ๐‘น๐‘น๐‘จ๐‘บ

Mas tambรฉm รฉ necessรกrio olhar para o outro lado dessa histรณria.

As guerras entre Matamba, os portugueses e outros poderes da regiรฃo tiveram consequรชncias devastadoras para as populaรงรตes, Conflitos, ataques, capturas e deslocamentos provocaram profundas alteraรงรตes demogrรกficas em vรกrias regiรตes.

Muitos dos capturados eram transformados em escravizados e integrados nas redes de trรกfico que ligavam a รfrica Central aos comerciantes europeus e ร s Amรฉricas.

Os portugueses enviavam cativos para o Brasil, enquanto tambรฉm existiam redes africanas de captura e comรฉrcio de pessoas nas quais diferentes poderes locais estavam envolvidos.

A histรณria, portanto, nรฃo deve ser transformada numa narrativa simplista de โ€œbons contra mausโ€.
Mas tambรฉm nรฃo podemos perder de vista a estrutura de poder que transformou milhรตes de seres humanos em mercadoria e alimentou o trรกfico atlรขntico.

๐‘ถ ๐‘ญ๐‘ฐ๐‘ด ๐‘ซ๐‘ฌ ๐‘ผ๐‘ด ๐‘น๐‘ฌ๐‘ฐ๐‘ต๐‘จ๐‘ซ๐‘ถ ๐‘ซ๐‘ฌ ๐‘ธ๐‘ผ๐‘จ๐‘ป๐‘น๐‘ถ ๐‘ซ๐‘ฌ๐‘ชร‰๐‘ต๐‘ฐ๐‘ถ๐‘บ

Vรฉronique I governou Matamba de 1681 a 1721.
Foram aproximadamente 40 anos no poder, num perรญodo extremamente instรกvel da histรณria da รfrica Central.

Ela morreu em 1721.

Apรณs a sua morte, a dinastia Guterres continuou a exercer influรชncia em Matamba e outras mulheres voltaram a ocupar o trono durante o sรฉculo XVIII.

Isso demonstra que o poder feminino nรฃo foi uma excepรงรฃo isolada produzida apenas pelo reinado de Njinga. Fazia parte de uma tradiรงรฃo polรญtica que continuou depois dela.

๐‘ถ ๐‘ณ๐‘ฌ๐‘ฎ๐‘จ๐‘ซ๐‘ถ ๐‘ซ๐‘ฌ ๐‘ฝร‰๐‘น๐‘ถ๐‘ต๐‘ฐ๐‘ธ๐‘ผ๐‘ฌ ๐‘ฐ

Vรฉronique I talvez nunca tenha alcanรงado, na memรณria popular, a mesma notoriedade de Njinga Mbande.

Mas o seu percurso merece ser conhecido.

Ela recebeu um reino envolvido numa guerra, negociou com os portugueses, aceitou acordos quando considerou necessรกrio, voltou a combater quando os interesses de Matamba estavam ameaรงados, procurou alianรงas com outros poderes africanos e manteve uma relaรงรฃo prรณpria com o cristianismo.

Durante cerca de quatro dรฉcadas, governou num ambiente onde a sobrevivรชncia polรญtica exigia uma combinaรงรฃo de diplomacia, forรงa militar, alianรงas, comรฉrcio e controlo territorial.

A histรณria de Vรฉronique tambรฉm nos obriga a olhar para alรฉm das figuras africanas que a historiografia popular tornou famosas.

Porque depois de Njinga houve outras rainhas, e antes, durante e depois delas, existiram sociedades africanas com estruturas polรญticas prรณprias, interesses prรณprios e estratรฉgias prรณprias.

Vรฉronique I de Matamba foi uma dessas soberanas.

โ—‡Uma rainha que governou durante quatro dรฉcadas.
โ—‡Uma mulher que negociou quando precisava negociar.
โ—‡Que resistiu quando precisou resistir.
โ—‡E que procurou preservar a autoridade de Matamba num dos perรญodos mais turbulentos da histรณria da รfrica Central.

Conhecer essas histรณrias nรฃo รฉ apenas recuperar nomes esquecidos.

ร‰ reconstruir a nossa prรณpria memรณria histรณrica.

๐‘ธ๐‘ผ๐‘ฌ ๐‘ป๐‘จ๐‘ณ ๐‘ด๐‘ผ๐‘ซ๐‘จ๐‘น ๐‘จ๐‘ญ๐‘น๐‘ฐ๐‘ฒ๐‘จ?
โ€œ๐‘ตร“๐‘บ ๐‘ท๐‘ถ๐‘น ๐‘ตร“๐‘บโ€ โœŠ๐Ÿฟ

๐‘ผ๐‘ด๐‘จ ๐‘ซ๐‘ถ๐‘น ๐‘ธ๐‘ผ๐‘ฌ ๐‘ท๐‘ถ๐‘ซ๐‘ฌ ๐‘จ๐‘ปร‰ ๐‘ท๐‘จ๐‘บ๐‘บ๐‘จ๐‘น, ๐‘ด๐‘จ๐‘บ ๐‘ต๐‘ผ๐‘ต๐‘ช๐‘จ ๐‘บ๐‘ฌ๐‘นร ๐‘ฌ๐‘บ๐‘ธ๐‘ผ๐‘ฌ๐‘ช๐‘ฐ๐‘ซ๐‘จ.A dor da chibatada que as costas quentes do meu bisavรณ somava quan...
05/10/2026

๐‘ผ๐‘ด๐‘จ ๐‘ซ๐‘ถ๐‘น ๐‘ธ๐‘ผ๐‘ฌ ๐‘ท๐‘ถ๐‘ซ๐‘ฌ ๐‘จ๐‘ปร‰ ๐‘ท๐‘จ๐‘บ๐‘บ๐‘จ๐‘น, ๐‘ด๐‘จ๐‘บ ๐‘ต๐‘ผ๐‘ต๐‘ช๐‘จ ๐‘บ๐‘ฌ๐‘นร ๐‘ฌ๐‘บ๐‘ธ๐‘ผ๐‘ฌ๐‘ช๐‘ฐ๐‘ซ๐‘จ.

A dor da chibatada que as costas quentes do meu bisavรณ somava quando foi amarrado no tronco por nรฃo produzir.

As almas jogadas ao mar feito objectos, e no suspiro do afogamento ver meus antepassados sucumbir.

A violaรงรฃo que nossas mรฃes sofriam, porque eram tidas como sem alma, objectos a se consumir.

Cada sangue de um preto derramado nesse solo, รฉ a certificaรงรฃo de que a pior morte, รฉ nรฃo resistir.

Por isso, diga quem quiser que รฉ vitimismo, talvez porque a histรณria nรฃo apresentou pretos transformando brancos em abismo.

Mas eu nunca me vou esquecer, e espero que vรณs tambรฉm.

๐‘บ๐’† ๐’•๐’–ฬ ๐’†ฬ๐’” ๐‘ต๐’†๐’ˆ๐’“๐’ ๐‘จ๐’‡๐’“๐’Š๐’Œ๐’‚๐’๐’ ๐’๐’– ๐‘จ๐’‡๐’“๐’-๐’…๐’†๐’”๐’„๐’†๐’๐’…๐’†๐’๐’•๐’†, ๐’๐’‚ฬƒ๐’ ๐’Š๐’Ž๐’‘๐’๐’“๐’•๐’‚ ๐’ ๐’’๐’–๐’† ๐’•๐’– ๐’‘๐’“๐’†๐’ˆ๐’‚๐’” ๐’’๐’–๐’‚๐’๐’•๐’ ๐’‚ฬ€๐’” ๐’”๐’–๐’‚๐’” ๐’„๐’“๐’†๐’๐’„ฬง๐’‚๐’”.

๐‘จ๐’๐’†ฬ๐’Ž ๐’…๐’‚ ๐’„๐’๐’“ ๐’…๐’‚ ๐’‘๐’†๐’๐’† ๐’’๐’–๐’† ๐’•๐’†๐’Ž๐’๐’” ๐’†๐’Ž ๐’„๐’๐’Ž๐’–๐’Ž, ๐’‚ ๐’๐’๐’”๐’”๐’‚ ๐’‰๐’Š๐’”๐’•๐’ฬ๐’“๐’Š๐’‚ ๐’†ฬ ๐’‚ ๐’Ž๐’†๐’”๐’Ž๐’‚; ๐’‚๐’‘๐’†๐’๐’‚๐’” ๐’ Violador ๐’‡๐’๐’Š ๐’…๐’Š๐’‡๐’†๐’“๐’†๐’๐’•๐’†.

๐‘ฌฬ ๐’–๐’Ž๐’‚ ๐’‡๐’๐’“๐’Ž๐’‚ ๐’…๐’† ๐’…๐’Š๐’›๐’†๐’“:

๐‘ต๐‘ผ๐‘ต๐‘ช๐‘จ ๐‘ด๐‘จ๐‘ฐ๐‘บ ๐’‚ฬ€ ๐’†๐’”๐’•๐’“๐’‚๐’•๐’Š๐’‡๐’Š๐’„๐’‚๐’„ฬง๐’‚ฬƒ๐’ ๐’…๐’† ๐’๐’ฬ๐’” ๐’‘๐’‚๐’“๐’‚ ๐’๐’ฬ๐’”.

๐‘ต๐‘ผ๐‘ต๐‘ช๐‘จ ๐‘ด๐‘จ๐‘ฐ๐‘บ ๐’‚ฬ€ ๐’†๐’”๐’„๐’“๐’‚๐’—๐’Š๐’›๐’‚๐’„ฬง๐’‚ฬƒ๐’.

๐‘ต๐‘ผ๐‘ต๐‘ช๐‘จ ๐‘ด๐‘จ๐‘ฐ๐‘บ ๐’‚ฬ€ ๐‘ต๐’†๐’๐’„๐’๐’๐’๐’๐’Š๐’›๐’‚๐’„ฬง๐’‚ฬƒ๐’.

๐‘จ๐’‘๐’†๐’๐’‚๐’” ๐’‡๐’‚๐’„ฬง๐’‚ ๐’–๐’Ž๐’‚ ๐’„๐’๐’Š๐’”๐’‚:

๐‘ต๐‘ผ๐‘ต๐‘ช๐‘จ ๐‘ป๐‘ฌ ๐‘ฌ๐‘บ๐‘ธ๐‘ผ๐‘ฌ๐‘ชฬง๐‘จ๐‘บ ๐‘ซ๐‘ฐ๐‘บ๐‘บ๐‘ถ.
๐Ÿ‡ต๐Ÿ‡น Portuguรชs

๐‘ตโ€™๐’๐’–๐’ƒ๐’๐’Š๐’† ๐’‹๐’‚๐’Ž๐’‚๐’Š๐’” ๐’„๐’†๐’๐’‚
๐Ÿ‡ซ๐Ÿ‡ท Franรงais

๐‘ต๐’†๐’—๐’†๐’“ ๐’‡๐’๐’“๐’ˆ๐’†๐’• ๐’•๐’‰๐’Š๐’”
๐Ÿ‡ฌ๐Ÿ‡ง Inglรชs

๐‘ต๐’–๐’๐’„๐’‚ ๐’๐’๐’—๐’Š๐’…๐’†๐’” ๐’†๐’”๐’•๐’
๐Ÿ‡ช๐Ÿ‡ธ Espanhol

๐‘ด๐’๐’†๐’• ๐’…๐’Š๐’• ๐’๐’๐’๐’Š๐’• ๐’—๐’†๐’“๐’ˆ๐’†๐’†๐’• ๐’๐’Š๐’†
๐Ÿ‡ฟ๐Ÿ‡ฆ Afrikaans

๐‘ฒ๐’๐’ƒ๐’๐’”๐’‚๐’๐’‚ ๐’๐’š๐’ ๐’•๐’†
๐Ÿ‡จ๐Ÿ‡ฉ Lingala

๐‘ฒ๐’–๐’๐’ˆ๐’‚ ๐’Œ๐’–๐’Š๐’ƒ๐’‚ ๐’š๐’‚๐’๐’ˆ๐’ ๐’Œ๐’
๐Ÿ‡ฆ๐Ÿ‡ด๐Ÿ‡จ๐Ÿ‡ฉ Kikongo

๐‘ฒ๐’–๐’›๐’Š๐’Ž๐’ƒ๐’‚ ๐’Œ๐’–๐’Ž๐’ƒ๐’–๐’Œ๐’‚ ๐’Š๐’Œ๐’Š
๐Ÿ‡ฆ๐Ÿ‡ด Kimbundu

๐‘ผ๐’๐’ˆ๐’‚๐’Œ๐’‰๐’๐’‰๐’๐’˜๐’‚ ๐’š๐’Š๐’๐’Š
๐Ÿ‡ฟ๐Ÿ‡ฆ isiXhosa

๐‘ผ๐’”๐’Š๐’”๐’‚๐’‰๐’‚๐’– ๐’‰๐’Š๐’Š
๐Ÿ‡น๐Ÿ‡ฟ๐Ÿ‡ฐ๐Ÿ‡ช Kiswahili

๐‘ด๐’‚ฬ ๐’”แบนฬ€ ๐’ˆ๐’ƒร gbรฉ ๐’†ฬ€yรญ
๐Ÿ‡ณ๐Ÿ‡ฌ Yorรนbรก

๐Ÿ‡ฐ๐Ÿ‡ช ๐Ÿ‡น๐Ÿ‡ฟ ๐Ÿ‡บ๐Ÿ‡ฌ ๐Ÿ‡จ๐Ÿ‡ฉ ๐Ÿ‡ท๐Ÿ‡ผ ๐Ÿ‡ง๐Ÿ‡ฎ โ€” KISWAHILI
Usisahau kamwe

๐Ÿ‡ธ๐Ÿ‡ณ โ€” WOLOF
Bul fร tte lii

J
๐Ÿ‡ณ๐Ÿ‡ฌ ๐Ÿ‡ณ๐Ÿ‡ช ๐Ÿ‡ฌ๐Ÿ‡ญ โ€” HAUSA
Kada ka manta da wannan

๐Ÿ‡ณ๐Ÿ‡ฌ โ€” IGBO
Echefula nke a

๐Ÿ‡ฟ๐Ÿ‡ฆ โ€” ISIZULU
Ungalokothi ukhohlwe lokhu

๐Ÿ‡ฟ๐Ÿ‡ฆ โ€” ISIXHOSA
Ungaze uyilibale le nto

๐Ÿ‡ฟ๐Ÿ‡ผ โ€” SHONA
Usambokanganwa izvi

๐Ÿ‡ง๐Ÿ‡ผ ๐Ÿ‡ฟ๐Ÿ‡ฆ โ€” SETSWANA
O se ka wa lebala seno

๐Ÿ‡ฑ๐Ÿ‡ธ ๐Ÿ‡ฟ๐Ÿ‡ฆ โ€” SESOTHO
U se ke ua lebala sena

๐Ÿ‡ท๐Ÿ‡ผ โ€” KINYARWANDA
Ntuzigere wibagirwa ibi

๐Ÿ‡ง๐Ÿ‡ฎ โ€” KIRUNDI
Ntuzokwigera wibagira iki

๐Ÿ‡ฒ๐Ÿ‡ผ โ€” CHICHEWA
Usaiwale izi

๐Ÿ‡ฟ๐Ÿ‡ฒ โ€” BEMBA/CHIBEMBA
Walanda ukwibala ici

๐Ÿ‡บ๐Ÿ‡ฌ โ€” LUGANDA
Toteebwa kino

๐Ÿ‡ช๐Ÿ‡น ๐Ÿ‡ฐ๐Ÿ‡ช โ€” OROMO/AFAAN OROMOO
Kana dagatin kana

๐Ÿ‡ธ๐Ÿ‡ด ๐Ÿ‡ฉ๐Ÿ‡ฏ ๐Ÿ‡ช๐Ÿ‡น ๐Ÿ‡ฐ๐Ÿ‡ช โ€” SOMALI
Weligaa ha illoobin tan

๐Ÿ‡ช๐Ÿ‡ท ๐Ÿ‡ช๐Ÿ‡น โ€” TIGRINYA
แŠฅแ‹š แˆแŒบแˆแŠซ แŠฃแ‹ญแ‰ตแˆญแˆตแ‹“แ‹ฎ

๐Ÿ‡ฌ๐Ÿ‡ญ ๐Ÿ‡น๐Ÿ‡ฌ โ€” EWE
Mรจgblแบฝe esia gbeษ–e o

๐Ÿ‡ฒ๐Ÿ‡ฑ โ€” BAMBARA
Kana fรฒli nin

๐Ÿ‡ง๐Ÿ‡ซ โ€” MOORร‰
Yรฃa yaa wรฃ n lebge

๐Ÿ‡จ๐Ÿ‡ฎ ๐Ÿ‡ฒ๐Ÿ‡ฑ ๐Ÿ‡ฌ๐Ÿ‡ณ ๐Ÿ‡ธ๐Ÿ‡ณ ๐Ÿ‡ฌ๐Ÿ‡ฒ โ€” MANDINKA
Kana foro nin

๐Ÿ‡จ๐Ÿ‡ฒ ๐Ÿ‡ธ๐Ÿ‡ณ ๐Ÿ‡ฒ๐Ÿ‡ท ๐Ÿ‡ฌ๐Ÿ‡ณ ๐Ÿ‡ฒ๐Ÿ‡ฑ ๐Ÿ‡ณ๐Ÿ‡ช โ€” FULFULDE/PULAAR
Hoto yejjitde ษ—um

๐‘ธ๐‘ผ๐‘ฌ ๐‘ป๐‘จ๐‘ณ ๐‘ด๐‘ผ๐‘ซ๐‘จ๐‘น ๐‘จ๐‘ญ๐‘น๐‘ฐ๐‘ฒ๐‘จ?
โ€œ๐‘ตร“๐‘บ ๐‘ท๐‘ถ๐‘น ๐‘ตร“๐‘บโ€ โœŠ๐Ÿฟ

โ€œ๐‘บ๐‘ฌ ๐‘ฌฬ๐‘บ ๐‘จ๐‘ญ๐‘น๐‘ฐ๐‘ฒ๐‘จ๐‘ต๐‘ถ ๐‘ถ๐‘ผ ๐‘จ๐‘ญ๐‘น๐‘ถ-๐‘ซ๐‘ฌ๐‘บ๐‘ช๐‘ฌ๐‘ต๐‘ซ๐‘ฌ๐‘ต๐‘ป๐‘ฌ ๐‘ฌ ๐‘ฌฬ๐‘บ ๐‘ช๐‘น๐‘ฐ๐‘บ๐‘ป๐‘จฬƒ๐‘ถ, ๐‘ซ๐‘ฌ ๐‘ช๐‘ฌ๐‘น๐‘ป๐‘ฌ๐’๐‘จ ๐‘ธ๐‘ผ๐‘ฌ ๐‘ป๐‘ฌ๐‘ต๐‘บ ๐‘จ ๐‘ด๐‘ฌ๐‘ดร“๐‘น๐‘ฐ๐‘จ ๐‘ช๐‘ผ๐‘น๐‘ป๐‘จ.โ€โ€” ๐‘ช๐’‰๐’“๐’Š๐’” ๐‘น๐’๐’„๐’Œ
04/10/2026

โ€œ๐‘บ๐‘ฌ ๐‘ฌฬ๐‘บ ๐‘จ๐‘ญ๐‘น๐‘ฐ๐‘ฒ๐‘จ๐‘ต๐‘ถ ๐‘ถ๐‘ผ ๐‘จ๐‘ญ๐‘น๐‘ถ-๐‘ซ๐‘ฌ๐‘บ๐‘ช๐‘ฌ๐‘ต๐‘ซ๐‘ฌ๐‘ต๐‘ป๐‘ฌ ๐‘ฌ ๐‘ฌฬ๐‘บ ๐‘ช๐‘น๐‘ฐ๐‘บ๐‘ป๐‘จฬƒ๐‘ถ, ๐‘ซ๐‘ฌ ๐‘ช๐‘ฌ๐‘น๐‘ป๐‘ฌ๐’๐‘จ ๐‘ธ๐‘ผ๐‘ฌ ๐‘ป๐‘ฌ๐‘ต๐‘บ ๐‘จ ๐‘ด๐‘ฌ๐‘ดร“๐‘น๐‘ฐ๐‘จ ๐‘ช๐‘ผ๐‘น๐‘ป๐‘จ.โ€

โ€” ๐‘ช๐’‰๐’“๐’Š๐’” ๐‘น๐’๐’„๐’Œ

๐‘ท๐‘น๐‘ถ๐‘ฝร‰๐‘น๐‘ฉ๐‘ฐ๐‘ถ ๐‘จ๐‘ญ๐‘น๐‘ฐ๐‘ฒ๐‘จ๐‘ต๐‘ถ:(๐Ÿ‡ณ๐Ÿ‡ฌ ๐‘ต๐’Š๐’ˆ๐’†ฬ๐’“๐’Š๐’‚)โ€œ๐‘ถ ๐’Ž๐’†๐’”๐’Ž๐’ ๐’”๐’๐’ ๐’’๐’–๐’† ๐’…๐’†๐’“๐’“๐’†๐’•๐’† ๐’‚ ๐’„๐’†๐’“๐’‚ ๐’†ฬ ๐’ ๐’Ž๐’†๐’”๐’Ž๐’ ๐’’๐’–๐’† ๐’†๐’๐’…๐’–๐’“๐’†๐’„๐’† ๐’ ๐’ƒ๐’‚๐’“๐’“๐’.โ€๐‘น๐‘ฌ๐‘ญ๐‘ณ๐‘ฌ๐‘ฟ๐‘จฬƒ๐‘ถโ—‡ร‰ fรกcil olhar...
03/10/2026

๐‘ท๐‘น๐‘ถ๐‘ฝร‰๐‘น๐‘ฉ๐‘ฐ๐‘ถ ๐‘จ๐‘ญ๐‘น๐‘ฐ๐‘ฒ๐‘จ๐‘ต๐‘ถ:
(๐Ÿ‡ณ๐Ÿ‡ฌ ๐‘ต๐’Š๐’ˆ๐’†ฬ๐’“๐’Š๐’‚)

โ€œ๐‘ถ ๐’Ž๐’†๐’”๐’Ž๐’ ๐’”๐’๐’ ๐’’๐’–๐’† ๐’…๐’†๐’“๐’“๐’†๐’•๐’† ๐’‚ ๐’„๐’†๐’“๐’‚ ๐’†ฬ ๐’ ๐’Ž๐’†๐’”๐’Ž๐’ ๐’’๐’–๐’† ๐’†๐’๐’…๐’–๐’“๐’†๐’„๐’† ๐’ ๐’ƒ๐’‚๐’“๐’“๐’.โ€

๐‘น๐‘ฌ๐‘ญ๐‘ณ๐‘ฌ๐‘ฟ๐‘จฬƒ๐‘ถ

โ—‡ร‰ fรกcil olhar para a condiรงรฃo de alguรฉm quando estamos do outro lado da situaรงรฃo.
โ—‡ร‰ fรกcil julgar quem caiu quando ainda estamos de pรฉ.
โ—‡ร‰ fรกcil chamar alguรฉm de fraco quando ainda nรฃo sentimos o peso que essa pessoa carrega.
โ—‡ร‰ fรกcil dizer โ€œcomigo seria diferenteโ€ quando a vida ainda nรฃo nos colocou diante da mesma circunstรขncia.

Mas esquecemo-nos de uma coisa:

๐‘ถ ๐’Ž๐’†๐’”๐’Ž๐’ ๐’”๐’๐’ ๐’’๐’–๐’† ๐’‰๐’๐’‹๐’† ๐’Š๐’๐’–๐’Ž๐’Š๐’๐’‚ ๐’‚ ๐’๐’๐’”๐’”๐’‚ ๐’—๐’Š๐’…๐’‚ ๐’‘๐’๐’…๐’†๐’“๐’‚ฬ ๐’‚๐’Ž๐’‚๐’๐’‰๐’‚ฬƒ ๐’†๐’๐’„๐’๐’๐’•๐’“๐’‚๐’“-๐’๐’๐’” ๐’†๐’Ž ๐’๐’–๐’•๐’“๐’‚ ๐’„๐’๐’๐’…๐’Š๐’„ฬง๐’‚ฬƒ๐’.
๐‘ฌ๐’Ž๐’‘๐’‚๐’•๐’Š๐’‚ ๐’๐’‚ฬƒ๐’ ๐’†ฬ ๐’‹๐’–๐’๐’ˆ๐’‚๐’“ ๐’ ๐’๐’–๐’•๐’“๐’ ๐’„๐’๐’Ž ๐’‚ ๐’๐’๐’”๐’”๐’‚ ๐’—๐’Š๐’…๐’‚.

ร‰ tentar compreender o outro antes de concluir que sabemos como agirรญamos no lugar dele.

O sol nรฃo escolhe quem derrete e quem endurece, ele simplesmente brilha.

โ—๐‘ฏ๐’๐’‹๐’† ๐’‘๐’๐’…๐’†๐’” ๐’”๐’†๐’“ ๐’„๐’†๐’“๐’‚.
โ—๐‘จ๐’Ž๐’‚๐’๐’‰๐’‚ฬƒ ๐’‘๐’๐’…๐’†๐’” ๐’”๐’†๐’“ ๐’ƒ๐’‚๐’“๐’“๐’.
๐‘ฌ ๐’ ๐’”๐’๐’ ๐’”๐’†๐’“๐’‚ฬ ๐’ ๐’Ž๐’†๐’”๐’Ž๐’.

๐‘ตร“๐‘บ ๐‘ท๐‘ถ๐‘น ๐‘ตร“๐‘บ.

Endereรงo

Talatona

Telefone

+244933793761

Website

Notificaรงรตes

Seja o primeiro a saber: enviamos-lhe um e-mail quando Que tal mudar Afrika? publicar novidades e promoรงรตes. O seu endereรงo de e-mail nรฃo serรก utilizado para nenhum outro fim e pode cancelar a subscriรงรฃo a qualquer momento.

Contactar O Negรณcio

Envie uma mensagem para Que tal mudar Afrika?:

Atalhos

Partilhar