14/05/2026
O futuro é mesmo essa astronave que a gente tenta pilotar.
A gente faz planos, imagina caminhos, tenta prever chegadas. Mas, diante da natureza, alguma coisa dentro de nós começa a se render: nem tudo cabe no nosso controle.
Os rios não correm em linha reta. Eles encontram pedras, desviam, contornam, seguem. As árvores não apressam suas raízes. Crescem em silêncio, dia após dia, sustentadas por uma sabedoria que não precisa se explicar. A neblina chega sem aviso. A chuva cai quando precisa cair. O céu escurece, clareia, descolore e, ainda assim, recomeça.
A floresta nos ensina paciência.
Ensina que a vida também tem estações, pausas, ciclos, esperas.
Que há sementes germinando no escuro antes de aparecerem na superfície. Que nem todo caminho se mostra antes da caminhada. Que há beleza em deixar fluir o que não conseguimos segurar.
Nessa grande aquarela, ninguém sabe bem ao certo onde tudo vai dar.
E talvez seja justamente por isso que viver seja tão bonito: porque, enquanto tentamos pilotar o futuro, a vida nos convida a confiar um pouco mais no mistério, no tempo das coisas e nas cores que ainda estão vivas diante de nós.
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Vídeo: @rodrigoterra__
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