23/07/2020
6 fatores que agravam o impacto da crise da COVID-19 entre migrantes e refugiados
Imagine você ser forçado a deixar para trás sua casa, família e amigos. E aí, sem planejamento e sem reserva financeira, você chega em um país onde não conhece ninguém e cujo idioma você não domina. Agora imagine tudo isso em um contexto de pandemia global e crise econômica profunda.
Conheça 6 fatores que agravam o impacto da crise da COVID-19 entre migrantes e refugiados. São fatores que mostram a importância do seu apoio em nosso projeto Acolhida do Rock
1. Dificuldade de acesso ao sistema de saúde
Muitos migrantes, ainda com a documentação irregular, temem procurar os serviços de saúde e serem punidos, deportados ou sofrerem discriminação. As consequências disso vão desde a disseminação da COVID-19 até a morte por falta de assistência médica.
2. Ausência de rede de apoio
Esse fator é talvez o mais agravante das dificuldades que migrantes e refugiados enfrentam nesse momento de crise. A maioria de nós, numa situação de precariedade extrema, tem sempre um familiar ou amigo com quem contar, ou um contato a quem recorrer, mesmo que seja apenas um apoio emocional. Sem nenhuma rede de apoio, qualquer problema se torna muito maior e mais difícil de resolver.
3. Fechamento do comércio e isolamento social
Uma forma comum de migrantes e refugiados recomeçarem a vida em um novo país é abrir pequenos negócios ou trabalhar como autônomo (ambulantes e/ou revenda de produtos). São formas que não exigem revalidação de diplomas, indicação de emprego e fluência na língua portuguesa. Sabemos que, no momento de crise atual, esses trabalhadores têm sido os primeiros a perder sua única fonte de renda.
4. Barreira linguística e preconceito
Não poder se comunicar com os outros compromete quase todas as ações do dia a dia. Desde uma simples compra num sacolão até uma entrevista de emprego. Além disso, uma pessoa que não fala a língua do país em que vive não consegue fazer amigos e se integrar socialmente.
Já o preconceito compromete não só as relações sociais mas também a saúde mental e até a integridade física de suas vítimas. Fortemente atrelado a estereótipos e estigmas que não condizem com a realidade, o preconceito pode impedir uma pessoa de conseguir um emprego, alugar uma casa, assim como a submeter à situações de violência verbal, institucional ou física.
5. Dificuldade de acesso às redes de proteção social
Os migrantes ainda em situação irregular não conseguem nenhum tipo de proteção social, tal como o auxílio emergencial, já que a falta do CPF impossibilita este acesso.
6. Condições precárias de moradia
Ao abandonarem emergencialmente suas casas e países sem poder realizar um planejamento prévio, e como não possuem parentes ou amigos que possam ajudar em sua reacomodação, a maioria dos migrantes e refugiados acabam vivendo nas ruas ou em comunidades carentes sem infraestrutura de saúde ou saneamento básico.
Nos ajude a acolher pessoas migrantes e refugiadas que precisam de um lar temporário durante a pandemia. Além do acolhimento vamos promover atividades de capacitação, integração e inclusão digital para favorecer a reinserção dos beneficiados no mercado de trabalho. Temos importantíssimos parceiros nesse projeto: a SJMR Belo Horizonte o Sebrae Minas. Para contribuir é só acessar: www.benfeitoria.com/acolhidadorock Vamos juntos ❤️
ACNUR, a Agência da ONU para Refugiados