29/09/2022
A ciência desimportante dos ovos das galinhas criadas soltas.
As vezes bota. As vezes num bota. Mas sempre que bota, sai fazendo um barulho danado nos 4 cantos do quintal.
Falando em canto, no primeiro ano do paleobergue, colocamos balaios nas árvores pra elas botarem, mas elas sempre preferiram os cantos, as vezes da casa, as vezes da lavanderia, atrás da roda do trailer, dentro do barco, entre uma madeira e outra que um dia há de virar alguma coisa… qualquer canto é canto pra galinha botar.
As vezes escolhem lugares repetidos, as vezes lugares inéditos, na verdade quem escolhe é o galo… não é raro ver ele acompanhado da galinha sentando em vários cantos até escolher onde ela vai botar.
Vai entender um trem desse, quando a gente não acha os ovos e acaba por nascer, ele nem dá bola pra dúzia de pintinhos que incrivelmente cabem debaixo da asa da galinha. Depois que nasce a galinha vive em função disso, seja uma duzia ou apenas um par de pintinhos.
O que não é raro também, é ver ovo de tudo quanto é tamanho e cor, as vezes azul… as vezes verde… mas na maioria das vezes da cor da nossa garrafa de café. Sempre em tons claros, diferente da gema, mais laranja que as manhãs de outono na mantiqueira.