19/07/2026
Há 100 anos, Iraí já era destaque no Rio Grande do Sul
Poucas cidades têm o privilégio de ver sua história registrada nos grandes jornais quando ainda davam os primeiros passos rumo ao desenvolvimento. Iraí é uma delas.
Na edição de 18 de julho de 1926, o tradicional Correio do Povo, um dos jornais mais importantes do Rio Grande do Sul, publicou uma reportagem destacando o projeto de construção de um novo balneário na então estância Águas do Mel, reconhecendo o enorme potencial turístico e terapêutico das águas minerais da região.
A reportagem informava que o engenheiro Euclydes Couto apresentava o projeto de um moderno complexo com 40 banheiros distribuídos em dois pavimentos, capacidade para aproximadamente 200 banhos diários, sistema inovador de distribuição de água por ar comprimido, além de pavilhão de espera e estrutura para receber os visitantes. Para a época, era um empreendimento ousado, que demonstrava a confiança no futuro da então Vila Águas do Mel.
O próprio Correio do Povo também resgata a origem de Iraí, lembrando que o povoamento começou nas proximidades das fontes de águas quentes e frias junto ao Rio do Mel. O nome Irahy, de origem tupi-guarani, significa justamente "Águas do Mel", expressão que sintetiza a maior riqueza natural do município e que, décadas depois, consolidaria Iraí como uma das mais importantes estâncias hidrominerais do Brasil.
Passado um século, a publicação ganha um significado ainda maior. Ela comprova que, muito antes do turismo termal se tornar referência, Iraí já ocupava espaço nas páginas dos principais veículos de comunicação do Estado, despertando interesse pelas qualidades únicas de suas águas e pelo projeto visionário que ajudaria a construir sua identidade.
Mais do que uma notícia antiga, trata-se de um documento histórico que reforça uma verdade: Iraí nasceu das águas, cresceu pelas águas e continua encontrando nelas uma de suas maiores riquezas e oportunidades para o futuro.
A lembrança feita pelo CP Memória, ao revisitar essa reportagem de 1926, não resgata apenas uma página do jornalismo gaúcho. Resgata também um capítulo fundamental da história de Iraí, mostrando que, há 100 anos, o município já escrevia sua trajetória como um dos grandes destinos hidrominerais do Rio Grande do Sul.