06/08/2021
🌾 Nos acompanhe no IG: instagram.com/jardimdomundo
As vezes passamos boa parte da nossa vida trabalhando para ter um luxos que não precisamos.
É fácil entender os desejos pelos luxos que o marketing nos vende todos os dias, mas devemos voltar com frequência ao nosso estado mais natural, para saber diferenciar o essencial e o supérfluo.
Os elementos necessários para nossa sobrevivência foram definidos durante milhares de anos de evolução da humanidade, mas às vezes precisamos de um esforço para lembrar o que isso significa.
Rimos das pessoas que decidem morar afastadas das grandes cidades e levam uma vida simplória. A decisão de ganhar menos dinheiro com a possibilidade de uma vida melhor nos causa estranheza. Em algum momento da história, a falta de ambição tornou-se uma espécie de falha moral, quando na verdade essa mesma ambição é a causa de inúmeras doenças modernas.🌳
💚
Sabemos que passar o dia sentado está nos matando, que nossa ambição é um indicador de sucesso, mas que está associada ao envelhecimento precoce e debilidade física. Estamos literalmente trocando tempo de vida por resultados melhores, mas no fim, a troco de que?
Não digo para abandonarmos a vida na cidade e voltar a viver como os índios, mas que voluntariamente, por um determinado período, é importante viver com mais simplicidade.
Isso significa fazer trabalhos manuais, plantar um pouco do que precisamos para comer, dormir quando estiver escuro e acordar com o dia. Deixar de lado condimentos e alimentos processados, comer o que for mais próximo da natureza e evitar os excessos. Nada além do essencial humano, mas o suficiente para solucionar grandes problemas que todos passamos.
Caso contrário, estaremos apenas dando continuidade às observações que Thoreau já havia feito no século 19:🌳
💚
“A excessiva lida torna-lhe os dedos demasiados trêmulos e desajeitados. Na realidade, o trabalhador não dispõe de lazer para uma genuína integridade dia a dia, nem pode se permitir a manutenção das relações mais humanas com outros homens, pois seu trabalho seria depreciado no mercado. Não há condições para que seja outra coisa se não uma máquina.”