09/08/2026
Meu pai se chama Odilon.
Ele me ensinou muito do que existe aqui. Foi com ele que eu aprendi e a respeitar o tempo das coisas, e a entender sobre a vida no campo.
O pai do Lucas, o Rubinho, que já não está mais entre nós, também faz parte dessa história.
Muitos dos dormentes das madeiras e até a antiga geladeira de botequim que encanta quem passa pela nossa sala vieram das mãos dele.
O Lucas aprendeu a ser pai muito novo — primeiro se tornou padrasto do Mateus, mais tarde pai do Gui. E com seu jeito leve de ver a vida, é um pai encantador e dá continuidade a esse legado.
É bonito ver os nossos filhos crescendo com os mesmos valores que um dia nós recebemos: caminhando por aqui com seus filhos, jogando bola, fazendo caldo de cana, mergulhando no lago e até plantando uma árvore... Eu sinto que esse ciclo continua.
O sítio acabou se transformando em um lugar onde outras famílias constroem as lembranças que um dia serão passadas.
E se você não pode estar com seu pai hoje: liga pra ele ou olha uma foto. Às vezes elas também são um jeito de estarem juntos.
Feliz domingo e um feliz Dia dos Pais. 💙