28/09/2025
A Gilda, com quase 90 dias, e a Indra, minha irmã com 11 anos, são dois universos completamente diferentes. Ainda não sei se considero a Gilda minha irmã ou minha substituta. A Indra ainda não se acostumou com a Gilda, energia de filhote é muito diferente e minha irmã prefere ficar quietinha na dela sem interagir com a espoleta. Gilda ainda não sobe na cama, é lá que a Indra se protege do furacão.
É muito xixi da Gilda para desespero do meu pai. A cada xixi no lugar errado é um sermão que meu pai esbraveja. Eu passei por isso, Indra passou por isso, não tem como a Gilda não passar. No meu tempo de filhote papai assinava jornal que depois de um tempo servia para as minhas necessidades. Já a Gilda tem tapetinho com camadas de fralda que, supostamente, não deixam vazar o líquido. Ou seja, comparando, eu e Indra somos da época das fraldas de pano e a Gilda das fraldas Pampers. Gilda também come coco, é nojento, mas dizem que é comum nessa época. Eu nunca comi, sempre fui uma lady.
Meu pai está exausto, é limpeza de xixi a quase todo momento. Gilda bebe muita água, br**ca muito e faz muito xixi. Para alívio do meu pai Gilda dorme a noite inteira sem grandes transtornos. Meu pai que sempre sonhou em ser pai de humano está revendo os planos. Mas filhote é a coisa mais fofa do mundo e a Gilda não é diferente, ela tem o dom de encantar meu pai com suas lambidas com gosto de coco, seus dentinhos afiados e seu olhar de anjo. É isso, muita fofurices e muita nojentice tudo junto e misturado. Fazia muito tempo que não via meu pai tão feliz e tão cansado. Já diziam os antigos, a paternidade tem dessas coisas.