11/01/2026
Construir em meio à natureza exuberante e protegida, sem danificá-la, foi a grande premissa da Casa Azul, em uma área de proteção ambiental em Guarujá, litoral paulista. De partida, os arquitetos definiram um perímetro de dois metros ao redor da projeção da casa para proteger a floresta das atividades da construção.
A casa foi elevada sobre pilotis, gerando um vão de 15 metros de comprimento por 8 metros de largura, que recobre em sombra a principal área social e de lazer no térreo da casa.
Um deck de madeira ligeiramente elevado do solo protege o pavimento da umidade e integra-se com a vegetação ao redor, estendendo-se sinuosamente para além da projeção do edifício. Sua geometria abstrata (uma homenagem a Roberto Burle-Marx) intencionalmente contrasta com o volume retangular que define a casa acima e alterna as formas de interação com a paisagem.
Sobre o térreo, dois volumes empilhados e desencontrados parecem flutuar em meio a copa das árvores. A primeira caixa de concreto enquadra a natureza com suas laterais envidraçadas e permite a vista para o mar. Quando abertos, esses panos de vidro tornam o ambiente uma grande varanda, consolidando a transparência que permite que o olhar atravesse completamente a arquitetura.
O segundo pavimento abriga quatro quartos imersos na copa das árvores com um fechamento de muxarabis de madeira, que gentilmente filtram a luz. Os caixilhos de madeira, mobiliários fixos e peças de decoração, com texturas e cores naturais, trazem para dentro da casa a natureza externa.
Arquitetura: Diana Radomysler, Samanta Cafardo e o Studio MK27
Paisagismo: Rodrigo Oliveira 🌿
Fotos: André Scarpa 📷