Minas Gerais Ouro Preto

Minas Gerais Ouro Preto Minas gerias quem te conhece não te esquece jamais.

Durante os dois primeiros anos de colonização do Brasil, a principal atividade econômica era voltada ao cultivo de grand...
01/10/2022

Durante os dois primeiros anos de colonização do Brasil, a principal atividade econômica era voltada ao cultivo de grandes latifúndios monocultores de cana de açúcar. Tal atividade era bastante viável no Brasil, devido às favoráveis condições naturais de clima e solo, além do conhecimento dos portugueses para agricultura. Porém, houve uma desvalorização do açúcar no mercado europeu e os portugueses tiveram que pensar em uma outra forma de gerar lucro em sua colônia. A partir daí a busca por metais preciosos foi vista como uma solução.

A história da busca por metais preciosos e posterior desenvolvimento da mineração no Brasil se deu a partir de expedições no interior da colônia chamadas de entradas e bandeiras, estas custeadas pela própria coroa portuguesa. No ano de 1696, uma dessas expedições localizou jazidas de ouro nas regiões montanhosas de Minas Gerais, onde teve início a ocupação do Vale do Ouro Preto.

O principal metal precioso encontrado na região foi o ouro, o qual era inicialmente visto na forma de aluvião às margens de rios, córregos e riachos. O ouro e pedras preciosas aluvionares eram retirados manualmente com pás, lançados em calhas, depois bateados e seus rejeitos eram lançados manualmente em locais próximos. Posteriormente, iniciou-se as explorações de rochas localizadas nas encostas das montanhas, para tal, utilizava-se uma técnica chamada grupiara, em que se construía canais de drenagem e sistemas de prospecção que levava-se água para o alto das encostas e assim, realizar a exploração.

Figura 1: Homem bateando em busca de ouro. (Foto: Thinkstock/ Getty Images)
Em 1711, com a exaustão do ouro de aluvião, houve a necessidade da abertura de minas em busca dos veios de ouro. Logo pequenos arraiais se instalaram em volta dessas minas e surgiu a Vila Rica, nomeação concedida à um arraial que tinha alta importância para o reino de Portugal. Em 1721, tornou-se capital de Minas Gerais, permanecendo até 1897, quando a sede passou a ser Belo Horizonte. Posteriormente Vila Rica elevou-se a condição de cidade sendo nomeada Ouro Preto, devido a camada escura de óxido de ferro que envolvia o ouro encontrado na região.

Durante este momento da mineração, cerca de 30 a 50 mil pessoas foram em direção a Ouro Preto, em busca de enriquecimento, a qual chegou a ser a mais populosa cidade da américa latina. Juntamente a esta densa formação social da região, foram desenvolvidos pela Coroa Portuguesa, sistemas de fiscalização e capitação dos tributos minerários. Dentre eles estão os arrendamentos de datas, a cobrança do quinto, a finta, derrama, entre outras. Estima-se que durante este período fora enviado a Portugal, cerca de 800 toneladas de ouro.

Junto com o ciclo do ouro na região diversos conflitos surgiram, tendo em 1708 uma das mais marcantes, a Guerra dos Emboabas. Tal guerra iniciou-se após os bandeirantes paulistas terem seu pedido de monopólio do ouro encontrado na região negado pela Coroa Portuguesa. A partir daí os bandeirantes e demais aventureiros que chegaram ao local, disputavam o domínio da exploração das minas, travando a Guerra dos Emboabas que teve seu fim após a derrota dos paulistas.

Como resultados destes conflitos, houve a separação de alguns estados, a instauração de diversas formas de taxação do ouro e também a criação da Estrada Real, que surgiu com a necessidade de estabelecer uma rota menor para o trânsito das riquezas até a capital.

Atualmente, apesar da lembrança do ouro estar presente apenas na história, a região ainda tem uma considerável quantidade de minério, as empresas que trabalham com a exploração desse bem são responsáveis por 90% da arrecadação do município. Dessa forma muitos empregos são gerados de maneira direta e indireta e isso reflete positivamente no comércio local.

mplantada nas encostas de um estreito e sinuoso vale delimitado por duas cadeias de montanhas na região das chamadas Min...
01/10/2022

mplantada nas encostas de um estreito e sinuoso vale delimitado por duas cadeias de montanhas na região das chamadas Minas Gerais, no interior do Brasil, a cidade histórica de Ouro Preto originou-se do processo de agregação de diversos arraiais de garimpo de ouro, ali estabelecidos no final do século XVII e início do XVIII. Declarada Monumento Nacional em 1933 e tombada pelo Iphan em 1938 por seu conjunto arquitetônico e urbanístico, foi declarada pela Unesco como patrimônio mundial em 5 de setembro de 1980, sendo o primeiro bem cultural brasileiro inscrito na Lista do Patrimônio Mundial.

A riqueza das jazidas da região explica a primeira denominação, Vila Rica, bem como sua designação, em 1720, para capital da Província das Minas Gerais, criada pela Coroa Portuguesa para administração daquele território. Principal cidade do denominado Ciclo do Ouro, Ouro Preto, além de ter sido o berço de artistas, responsáveis pelas mais significativas obras do barroco brasileiro, foi também o cenário do movimento pela independência do Brasil em relação a Portugal, chamado de Inconfidência Mineira, cujo mártir, Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, tornou-se o patrono cívico do país.

Leia mais
Ouro Preto (MG)
Paisagem Urbana dos Séculos XVIII e XIX

Documentos
Declaração Retrospectiva
Dossiê de Candidatura
Avaliação Icomos
A necessidade de controlar a produção de um território rico em ouro, cuja exploração remontava ao final do século XVII levou à criação da “Capitania de São Paulo e Minas do Ouro“. Alguns dos primitivos arraiais foram transformados em vilas, sendo que a de Minas do Ouro foi oficialmente confirmada como ”Villa Rica“, por decreto real de 15 de dezembro de 1712. Devido à sua crescente importância, Minas Gerais foi declarada capitania independente, em 1720, e Vila Rica tornou-se sua capital, e como tal continuou a se desenvolver.

A partir de meados do século XVIII, em substituição às técnicas de pau-a-pique e adobe, as construções passaram a ser de pedra e cal, expressão da riqueza propiciada pela exploração do ouro e do trabalho escravo. Data dessa época o esplendor do admirado barroco mineiro, fruto, entre outros, da genialidade de seus principais artífices, o escultor e mestre-de-obras Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, e o pintor Manoel da Costa Athaíde.

O período ficou marcado também pela atual Praça Tiradentes, um grande espaço urbano no qual foram edificados dois dos maiores exemplares da arquitetura civil: de um lado, o Palácio dos Governadores, que abriga atualmente a Escola de Minas; do outro, a Casa de Câmara e Cadeia, hoje Museu da Inconfidência. Acrescenta-se ao conjunto a Casa dos Contos, que recebeu esse nome por abrigar a administração e contabilidade da capitania

A drástica redução da mineração aurífera, com a decorrente mudança das atividades econômicas para a criação de gado e o cultivo de café, determinou uma significativa regressão das atividades econômicas de Ouro Preto. Seu declínio, amenizado em 1876 pela criação da Escola de Minas, volta a se acentuar em 1897, com a transferência da capital para a recém-inaugurada cidade de Belo Horizonte. Em meados do século XX, com o florescimento da siderurgia e da extração de minério, essa situação começou a ser revertida. Atualmente, a mineração e o turismo constituem a base da economia do município.

30/09/2022
Visada da Rua do Pilar. Antiga rua “dos Vigários” e “dos Caldeireiros”, essa ladeira remonta aos primeiros anos de Vila ...
30/09/2022

Visada da Rua do Pilar. Antiga rua “dos Vigários” e “dos Caldeireiros”, essa ladeira remonta aos primeiros anos de Vila Rica e fazia parte da primitiva Rua Direita, que ligava o Pilar à Praça Tiradentes. A paisagem mantém grande parte de sua originalidade, sendo que as únicas diferenças entre a fotografia antiga (Luiz Fontana, anos 1940) e a atual são o calçamento, que perdeu os pés-de-moleque e a capistrana, os postes de luz antigos e as árvores que cresceram na parte de cima.

Praça Tiradentes. Nessas duas fotografias é possível perceber as grandes transformações pelas quais a praça central de O...
30/09/2022

Praça Tiradentes. Nessas duas fotografias é possível perceber as grandes transformações pelas quais a praça central de Ouro Preto passou desde a segunda metade do século XIX. A foto antiga, tirada por Guilherme Libeniau em 1881, mostra a praça com seu novo paisagismo, construído nesse época com o intuito de modernizar a cidade e embelezar a Coluna Saldanha Marinho, que aparece ao centro, primeiro monumento em homenagem aos inconfidentes, erguido em 1867. O paisagismo foi demolido no início dos anos 1890 e a Coluna deu lugar à Estátua do Tiradentes, inaugurada em 21 de abril de 1894, assim como mostrado na foto atual. Outras transformações que merecem destaque entre as fotos são a inclusão dos anexos à direta da Escola de Minas (antigo Palácio dos Governadores) e a substituição do antigo prédio do Fórum à direita (com suas arcadas e que foi incendiado em 1949) pelo do atual CAEM.

Aspectos da Ponte do Antônio Dias, também conhecida como “de Marília” ou “dos Suspiros”. Essa é uma das pontes mais famo...
30/09/2022

Aspectos da Ponte do Antônio Dias, também conhecida como “de Marília” ou “dos Suspiros”. Essa é uma das pontes mais famosas de Ouro Preto e foi construída entre 1745 e 1757, por Manuel Francisco Lisboa. Nas fotos aparecem também o Colégio Marília de Dirceu, ao centro, construído em 1927 sobre as ruínas da antiga casa de Marília, e a Capela das Dores, à direita. Comparando as duas fotos notam-se algumas mudanças importantes além do crescimento da vegetação. Na imagem antiga, datada dos anos 1930 e feita por Luiz Fontana, a serra do Alto da Cruz ainda não possuía quase nenhuma casa, enquanto que na imagem atual já vemos ali parte Bairro Santa Cruz, que começou nos anos 1990.

Visada oposta à mostrada nas fotos anteriores da Ponte dos Contos. Aqui vemos novamente uma comparação entre uma foto mo...
30/09/2022

Visada oposta à mostrada nas fotos anteriores da Ponte dos Contos. Aqui vemos novamente uma comparação entre uma foto mostrando a ponte ainda com os gradis (Luiz Fontana, anos 1920) e outra atual, com o beiral, banco e cruzeiro de pedra. Uma curiosidade é que a reconstrução do beiral em 1934 utilizou as mesmas técnicas e materiais usados na construção original da ponte, em meados do século XVIII. Dois imóveis importantes na história de Ouro Preto aparecem na imagem, a Casa do Real Contrato, no centro, e a Casa dos Contos, uma porta à direita.

Aspecto da Ponte dos Contos. Construída em 1744, essa ponte originalmente tinha os guarda-corpos de pedra lavrada, subst...
30/09/2022

Aspecto da Ponte dos Contos. Construída em 1744, essa ponte originalmente tinha os guarda-corpos de pedra lavrada, substituídos em 1896 pelos belos gradis de ferro fundido que aparecem na foto antiga aqui apresentada, de autoria do fotógrafo Luiz Fontana nos anos 1920. Após a elevação da cidade a Monumento Nacional em 1933, no ano seguinte a Inspetoria de Monumentos Nacionais promoveu diversas intervenções em Ouro Preto, entre elas a retirada do gradio e reconstrução do beiral em pedra , com banco e cruzeiro, na Ponte dos Contos, como aparece na imagem atual. Outra mudança entre as duas fotos é o painel de azulejos com propagandas que aparece na imagem antiga à esquerda, onde hoje existe um comércio.

Trecho da Ladeira de Santa Efigênia. Formada ainda nos anos iniciais de Ouro Preto, essa ladeira apresenta várias constr...
30/09/2022

Trecho da Ladeira de Santa Efigênia. Formada ainda nos anos iniciais de Ouro Preto, essa ladeira apresenta várias construções históricas, além de belos panoramas do centro, mostrando as Igrejas Mercês de Baixo, São Francisco de Assis e Carmo, além da antiga Casa de Câmara e Cadeia (atual Museu da Inconfidência). Como pode ser visto na comparação entre as fotografias antiga (Luiz Fontana, anos 1930) e atual, a rua e seu casario passaram por diversas transformações nesse meio tempo. O calçamento com capistrana e pé-de-moleque foi substituído pelo atual nos anos 1960, novas construções foram erguidas nos antigos lotes vagos e muitas casas foram restauradas. Os postes de luz e as fiações tiram um pouco da beleza do panorama atualmente.

Panorama tomado a partir do mirante das Lajes mostrando a região do Antônio Dias e da Barra, com destaque para a Matriz ...
30/09/2022

Panorama tomado a partir do mirante das Lajes mostrando a região do Antônio Dias e da Barra, com destaque para a Matriz da Conceição e a Igreja das Mercês de Baixo à direita. As duas fotografias acima, sendo a antiga datada dos anos 1940 (Luiz Fontana) e a atual, retratam as grandes transformações ocorridas nesse panorama a partir da segunda metade do século XX, especialmente em função do aumento considerável na densidade das construções, fruto da retomada do crescimento da cidade a partir dos anos 1960. A Vila Aparecida, que domina a encosta no centro da imagem atual, começou a ser erguida no final dos anos 1970 e hoje se liga aos campus do IFMG, antiga ETFOP (1944), e da UFOP, no Morro do Cruzeiro.

Panorama do Largo do Coimbra, mostrando em destaque a Igreja São Francisco de Assis, obra prima de Aleijadinho e Mestre ...
30/09/2022

Panorama do Largo do Coimbra, mostrando em destaque a Igreja São Francisco de Assis, obra prima de Aleijadinho e Mestre Ataíde. A fotografia antiga, de autoria de Marc Ferrez e datada dos anos 1870, mostra à esquerda o antigo mercado municipal, com seus tropeiros e tropas, além de uma fonte central. Na década seguinte esse mercado foi substituído por uma construção em alvenaria, de estilo neoclássico, passando a servir ao Mercado e Açougue Municipal. Nos anos 1940, esse mercado neoclássico foi demolido pelo IPHAN e o espaço ficou vago por muitos anos. Apenas nos anos 1980 seria instalada ali a Feirinha de Pedra Sabão, como aparece na fotografia atual (2019). A fonte de água desapareceu ainda no século XIX e o arruamento também foi mudado nessa época.

Endereço

Ouro Preto
Santa Rita De Ouro Prêto, MG
35400000

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