Ceu da Serra

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Entre rochas expostas e vegetação resistente dos campos rupestres, o Pedreiro-do-Espinhaço surge como um verdadeiro espe...
15/04/2026

Entre rochas expostas e vegetação resistente dos campos rupestres, o Pedreiro-do-Espinhaço surge como um verdadeiro especialista das montanhas. Perfeitamente adaptado ao ambiente pedregoso, percorre lajes e afloramentos com agilidade, sempre atento em busca de insetos entre fendas e líquens.

🇧🇷 Nome comum: Pedreiro-do-espinhaço
🇺🇲 Common name: Cipo Cinclodes
🔬 Nome científico: Cinclodes espinhacensis
📍 Local: Cordilheira do Espinhaço – MG, Brasil

🗺️ Espécie endêmica da Cordilheira do Espinhaço. É restrito à porção Sul da Serra do Espinhaço, em uma área de 490 quilômetros quadrados, na Serra do Cipó, em Minas Gerais, ocorrendo a partir de Serra da Pedra Redonda (Jaboticatubas/MG) até Serra do Breu (Congonhas do Norte/MG). Apesar de existir registros em altitudes de 1100m (Lapinha da Serra), é mais comumente registrado entre 1350 e 1500m, onde a massa de ar úmido do Oceano Atlântico é preso, formando frequente condições nebulosas, denominado o “cinturão nebular”.

Registrar o pedreiro-do-espinhaço é especial, não apenas pela raridade, mas por representar uma espécie que evoluiu exclusivamente nesse ambiente singular. Um verdadeiro símbolo da biodiversidade única que faz do Espinhaço uma das regiões mais importantes para a conservação de aves no Brasil.

📷 Registro feito em campo por: Bernardo Laureano

© 2025 Bernardo Laureano. Todos os direitos reservados.

Com um brilho que reflete tons de verde e azul, o Beija-flor-de-gravata-verde é uma das joias mais especiais do Espinhaç...
13/04/2026

Com um brilho que reflete tons de verde e azul, o Beija-flor-de-gravata-verde é uma das joias mais especiais do Espinhaço. O contraste de seu "colar" branco no peito com a plumagem iridescente faz dessa espécie um verdadeiro destaque entre os beija-flores, ainda mais quando ele decide abrir sua gravata.
Ágil e territorial, costuma ser visto defendendo flores e poleiros expostos, sempre pronto para um voo rápido.

🇧🇷 Nome comum: Beija-flor-de-gravata-verde
🇺🇲 Common name: Hyacinth Visorbearer
🔬 Nome científico: Augastes scutatus
📍 Local: Cordilheira do Espinhaço – MG, Brasil

🗺️ Espécie endêmica da Cordilheira do Espinhaço, ocorrendo em Minas Gerais desde Botumirim, Grão Mogol e Diamantina, até a Serra do Cipó, em Belo Horizonte, Ouro Preto e Conselheiro Lafaiete. Também ocorre no extremo meridional do espinhaço baiano. Habita áreas abertas e pedregosas, com vegetação típica de altitude, onde encontra flores ricas em néctar que sustentam seu voo constante e energético.

Registrar essa espécie é sempre especial, não apenas pela beleza, mas também por representar um dos símbolos vivos dessa cordilheira única, onde tantas espécies evoluíram e permanecem restritas às montanhas do Espinhaço.

📷 Registro feito em campo por: Bernardo Laureano

© 2025 Bernardo Laureano. Todos os direitos reservados.

Durante a busca pelos endêmicos do Espinhaço, acabei encontrando um casal dessa espécie, dando um verdadeiro show de voc...
11/04/2026

Durante a busca pelos endêmicos do Espinhaço, acabei encontrando um casal dessa espécie, dando um verdadeiro show de vocalização, movimentavam-se de um lado para o outro, então eu aproveitei para fazer alguns registros.

🇧🇷: João-teneném
🇺🇸: Spix's Spinetail
🔬: Synallaxis spixi

Com comportamento ativo e muitas vezes vocal, o João-teneném costuma se deslocar entre arbustos e bordas de mata, investigando galhos e folhagens em busca de invertebrados. Apesar de relativamente comum em áreas adequadas, sua natureza inquieta e o hábito de permanecer em meio à vegetação fazem com que muitas vezes seja ouvido antes de ser visto.

🗺️: Ocorre de Minas Gerais e Espírito Santo até o Rio Grande do Sul. Encontrado também no Paraguai, Uruguai e Argentina, habita campos e áreas arbustivas, bordas de florestas, campos de altitude e áreas próximas a habitações.

Informações retiradas do Wikiaves.

📸 Registro feito em campo por: Bernardo Laureano

© 2025 Bernardo Laureano. Todos os direitos reservados.

Durante o Vem Passarinhar na Serra do Cipó, entre campos rupestres, um canto firme ecoou de um arbusto próximo. Seguindo...
09/03/2026

Durante o Vem Passarinhar na Serra do Cipó, entre campos rupestres, um canto firme ecoou de um arbusto próximo. Seguindo o som, encontramos o autor da melodia: o Batuqueiro cantando com energia enquanto observava o ambiente.
Postado no galho e peito estufado, ele parecia marcar presença no território, com a chegada de mais um indivíduo começaram a dar um verdadeiro show, vocalizando e se movimentando ao nosso redor.

🇧🇷: Batuqueiro
🇺🇸: Black-throated Saltator
🔬: Saltatricula atricollis

Com plumagem em tons discretos de marrom-acinzentado e o contraste marcante do supercílio claro com a garganta escura, o Batuqueiro é uma espécie bastante vocal e frequentemente detectada pelo canto antes mesmo de ser vista. Seu bico robusto denuncia sua dieta, que inclui sementes e artrópodes.

🗺️: Ocorre desde o Mato Grosso do Sul à Bahia, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Goiás ao interior das regiões Sudeste e Nordeste. Embora ocorra também em regiões de Mata Atlântica, é uma espécie muito mais ligada ao bioma Cerrado.
No Parque Nacional da Serra do Cipó, encontra um cenário ideal entre campos, capões de mata e áreas de transição do Cerrado.

📸 Registro feito em campo por: Bernardo Laureano

© 2025 Bernardo Laureano. Todos os direitos reservados.

Entre teoria e trilha, entre sala e céu aberto, o Vem Passarinhar na Serra do Cipó foi mais do que um encontro, foi cons...
02/03/2026

Entre teoria e trilha, entre sala e céu aberto, o Vem Passarinhar na Serra do Cipó foi mais do que um encontro, foi construção de comunidade.
Começamos compartilhando conhecimento, alinhando olhares, falando sobre ética, valorização e conservação. E depois fomos para onde tudo realmente acontece: o campo.

Botas sujas de lama, mochilas nas costas, binóculos atentos e aquele silêncio coletivo que só quem observa aves entende. Cada canto ouvido era uma descoberta. Cada espécie registrada, uma celebração. No coração do Parque Nacional da Serra do Cipó, vimos pessoas que chegaram curiosas saírem conectadas. Gente que nunca tinha segurado um binóculo aprendendo a escutar antes de procurar. Gente experiente compartilhando seus conhecimentos.

O Vem Passarinhar é isso: abrir caminhos.
É unir pessoas através das aves.
É transformar paisagem em pertencimento.
É mostrar que conservação começa quando alguém aprende a amar o que vê.
Dividir essa construção com a Luiza Kot e com cada participante foi a maior recompensa do dia.
Que venham os próximos. 🐦🌿

📸 Registros de um dia que virou memória coletiva.

Passei alguns dias em Florianópolis antes de finalizar a viagem para Minas, pude notar um brejo no meio da restinga próx...
08/12/2025

Passei alguns dias em Florianópolis antes de finalizar a viagem para Minas, pude notar um brejo no meio da restinga próxima ao hotel, e em um dia chuvoso decidi observar o que tinha por lá, a primeira vista não vi nada, havia apenas uma Garça-branca-pequena, até que rapidamente pude ver um movimento entre a vegetação baixa do brejo, era a Saracura-sanã.

🇧🇷: Saracura-sanã
🇺🇸: Grey-necked Wood Rail
🔬: Aramides cajaneus

Com o rosto cinzento, dorso oliva-amarronzado, bico esverdeado e olhos vermelhos intensos, a Saracura-sanã é uma das habitantes mais emblemáticas de brejos, banhados, margens de lagoas e áreas alagadas do continente. Apesar do porte compacto e da natureza reservada, expõe uma personalidade firme: anda com determinação, vocaliza com força e defende seu território com surpreendente energia.

🗺️: Amplamente distribuída das Américas Central e do Sul, é presença certa em ambientes úmidos de Santa Catarina, especialmente em áreas como as restingas, baixios alagados e trechos de vegetação densa próximos à água. Entre chuva, lama e raízes, encontra exatamente o que precisa: abrigo, alimento e silêncio.

Ver a Saracura-sanã caminhando sob a chuva, emergindo da vegetação como na cena registrada, é testemunhar a vida que pulsa nos brejos — intensa, resiliente e profundamente ligada ao ciclo da água.

📸 Registro feito em campo por: Bernardo Laureano

© 2025 Bernardo Laureano. Todos os direitos reservados.

No caminho de volta para Minas, passei por Florianópolis, onde o vento frio vindo da praia e o cinza do céu misturado ao...
08/12/2025

No caminho de volta para Minas, passei por Florianópolis, onde o vento frio vindo da praia e o cinza do céu misturado ao brilho suave da água, uma silhueta firme se destacou entre as ondas calmas. Sobre um velho mourão desgastado pelo sal, o Gaivotão, fiquei impressionado ao ver uma espécie serena que carrega um semblante sério fazer uma expressão tão fofa, chegou até a soltar grunhidos durante o bocejo.

🇧🇷: Gaivotão
🇺🇸: Kelp Gull
🔬: Larus dominicanus

Com cabeça e peito brancos, dorso negro contrastante, olhos claros atentos e um bico amarelo forte marcado por uma mancha vermelha, o Gaivotão é um dos símbolos mais marcantes das regiões costeiras do Hemisfério Sul. Dono de um porte robusto e de uma postura sempre vigilante, alterna entre voos potentes, pescarias oportunistas e momentos de absoluto descanso — como o da cena registrada.

🗺️: De ampla distribuição, o Gaivotão ocorre da Patagônia ao Sudeste e Sul do Brasil, passando por ilhas oceânicas, costas rochosas, baías abrigadas e ambientes marinhos onde encontra alimento com facilidade. Em Santa Catarina, é presença constante: curioso, inteligente e perfeitamente adaptado às dinâmicas da vida costeira.

Ver esse indivíduo bocejando, equilibrado sobre o tronco fez o restante do meu dia.

📸: Registro feito em campo por: Bernardo Laureano

© 2025 Bernardo Laureano. Todos os direitos reservados.

Ainda no alojamento, fui surpreendido com a presença de uma família de Saracura-do-mato, que por incrível que pareça fic...
03/12/2025

Ainda no alojamento, fui surpreendido com a presença de uma família de Saracura-do-mato, que por incrível que pareça ficavam rodeando o chalé bem cedinho, nunca me encontrei tão de perto com essa espécie, foi um momento especial.

🇧🇷: Saracura-do-mato
🇺🇸: Slaty-breasted Wood Rail
🔬: Aramides saracura

🗺️ A Saracura-do-mato é amplamente distribuída pela Mata Atlântica, do Espírito Santo ao Rio Grande do Sul, ocupando brejos, margens de rios, banhados, áreas sombreadas e ambientes rurais próximos à vegetação nativa. Apesar de parecer tímida, muitas vezes vive bem próxima ao ser humano, desde que haja água, sombra e refúgio.

Encontrá-la caminhando livre, como na cena registrada, é testemunhar um pedaço profundo da identidade sonora e ecológica da floresta.

📸 Registro feito em campo por: Bernardo Laureano

© 2025 Bernardo Laureano. Todos os direitos reservados.

Todo dia de manhã, eu escutava esse carinha cantar, acordava com ele cantando o tempo todo na minha cabeça, decidi dar u...
03/12/2025

Todo dia de manhã, eu escutava esse carinha cantar, acordava com ele cantando o tempo todo na minha cabeça, decidi dar uma olhada e o movimento rápido entre os cipós denunciou a presença do Pichororé, uma espécie da qual eu nunca tinha visto, foi realmente um prazer conhecer essa simpática espécie.

🇧🇷: Pichororé
🇺🇸: Rufous-capped Spinetail
🔬: Synallaxis ruficapilla

Com o topo da cabeça em um ruivo vibrante, dorso castanho e a garganta acinzentada, o Pichororé é um dos pequenos arquitetos da floresta. Vive entre galhos baixos e emaranhados, movendo-se com rapidez enquanto emite seus chamados secos e ritmados — quase como se marcasse o passo da própria mata.

🗺️ Endêmico da Mata Atlântica, ocorre do sul da Bahia até o norte do Rio Grande do Sul, sempre em ambientes densos, úmidos e sombreados. Prefere bordas de mata, capoeiras e sub-bosques fechados.

📸 Registro feito em campo por: Bernardo Laureano

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Imerso nas matas úmidas de Santa Rosa de Lima, enquanto aguardava a aparição da Araponga, um brilho inesperado chamou mi...
03/12/2025

Imerso nas matas úmidas de Santa Rosa de Lima, enquanto aguardava a aparição da Araponga, um brilho inesperado chamou minha atenção. Entre galhos cobertos de musgo, surgiu o Surucuá-dourado, como se a floresta tivesse aceso uma pequena luz no coração da sombra.

🇧🇷: Surucuá-dourado
🇺🇸: Black-throated Trogon
🔬: Trogon rufus

Com o peito em amarelo radiante, o dorso esverdeado e os olhos contornados por um anel claro, ele parece sempre iluminado por dentro. Seus movimentos são lentos, quase cerimoniais — o tipo de ave que transforma qualquer galho em palco e qualquer encontro em silêncio contemplativo.

🗺️: Presente em grande parte da Amazônia, Mata Atlântica e florestas tropicais do Centro-Oeste e Sudeste brasileiro, o Surucuá-dourado habita áreas densas, sombreadas e úmidas, onde costuma permanecer imóvel por longos instantes, observando a mata antes de dar seu voo curto e preciso.

Um daqueles encontros que não pedem pressa — apenas respeito pelo instante que a floresta decidiu revelar.

📸 Registro feito em campo por: Bernardo Laureano

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Com a cultura de vida sustentável que a comunidade de Santa Rosa de Lima carrega, na maioria das residências de lá, é po...
02/12/2025

Com a cultura de vida sustentável que a comunidade de Santa Rosa de Lima carrega, na maioria das residências de lá, é possível ver um lagoa para a criação de peixes. E foi em um desses lagoas em que encontrei essa família de Marreca-ananaí, cerca de 6 indivíduos. Um jovem entre eles estava com a cabeça bem esbranquiçada, achei interessante.

🇧🇷: Marreca-ananaí
🇺🇸: Brazilian Teal
🔬: Amazonetta brasiliensis

🗺️: Presente em grande parte da América do Sul, a Marreca-ananai ocorre do Brasil ao Uruguai, Paraguai, Bolívia e Argentina, ocupando brejos, margens de rios, banhados e campos alagáveis. No Brasil, aparece em diversas regiões, especialmente onde a água repousa quieta entre campos e matas.

📸 Registro feito em campo por: Bernardo Laureano

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Endereço

Lapinha Da Serra
Santana Do Riacho, MG
35845-000

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