29/01/2015
O que era doce se acabou. E os salgados também. O pão de queijo, a torta de laranja, a broa de milho, os sucos frescos, os pães caseiros, a coalhada, o café ...já não existem mais. O Divino procurou outro Pouso e se mudou.
Restaram a saudade dos hóspedes, os elogios, o carinho que, durante ano e meio nos fizeram levantar e lutar porque, nos sonhos, o Pouso do Divino valia a pena.
Mas a vida dá voltas. As estações do ano se sucedem, o sol se põe a cada dia na Serra de São José e os sinos dobram sempre ao entardecer.
Foi bom enquanto durou. Foi bom por tudo, mas principalmente pelos amigos que fizemos, pelos que passaram por lá uma noite apenas, e pelos que f**aram semanas a fio. A vida é cheia de desafios e é preciso aprender a superá-los.
F**a aqui o agradecimento de Vera Marina e Xênia Teixeira, sócias que só descobriram agora que nem todos os sonhos se materializam. A todos registra-se um pedido de desculpas pelas possíveis falhas que tenham ocorrido. Atender com eficiência e qualidade sempre foram as metas do Pouso. Mas o humano habita em nós.
A partir de agora, cada uma com o seu cada qual, continuará a acreditar que a vida é bela e o sagrado é para sempre.
E como uma faz doces e a outra reverencia a palavra, f**a, como despedida um pedacinho de Cora Coralina:
“Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.”