30/08/2026
Há fotografias que, com o passar dos anos, deixam de ser apenas fotografias. Tornam-se lugares onde a memória continua a morar.
O Facebook trouxe-me hoje esta imagem de 2016. A minha mãe, Eunice, à janela da Casa Olívia (a casa que foi dos seus avós e, depois, da sua mãe) a apanhar algumas flores de uma das duas lagerstroemias que, entretanto, já fazem parte da nossa fachada e da própria rua.
Olho para esta fotografia e penso nas gerações que passaram por este espaço.
Primeiro, a minha avó. Depois, a minha mãe. Agora, nós. E, pelo meio, tantas histórias, encontros, partidas e regressos.
É talvez isso que torna o d’Olívia Lovely Homes tão especial para nós: não nasceu apenas para receber hóspedes. Nasceu de uma casa que já sabia o que era acolher.
As paredes guardam memórias, as árvores cresceram connosco e as janelas continuam a abrir-se para a mesma rua. Mudámos algumas coisas, demos-lhes uma nova vida, mas procuramos preservar aquilo que não se compra nem se recria: a sensação de chegar a um lugar onde alguém já nos esperava.
Há uma certa nostalgia em revisitar estas imagens. Mas há também uma enorme alegria em perceber que a história não ficou parada no passado.
As casas passam de geração em geração. E, quando têm sorte, passam, também, a capacidade de acolher. ❤️
Hoje, continuamos a abrir estas portas a quem chega de longe, para que possa, por uns dias, fazer parte desta história.
Olívia Lovely Homes — casas com memória, para receber novas memórias.