Quinta de Santa Isabel - Turismo Rural

Quinta de Santa Isabel - Turismo Rural A 7 km de Chaves e apenas a cinco da fronteira com Espanha, na aldeia de Santo Estêvão, onde o seu Castelo Medieval viu D. Teresa e onde também viveu D. D. Dinis.

A Quinta, situada no limiar desta aldeia, mantém a traça característica das casas rurais da época, com as tradicionais varandas cobertas onde noutro tempo secava a colheita e era desfolhado o milho. Sancho I casar sua filha, a Infanta D. Afonso III. Foi também nesse Castelo que, em vésperas de desposar D. Dinis, pernoitou a futura Rainha Santa Isabel. A seguir ao jardim e no começo da encosta, sit

ua-se uma vinha velha, onde se podem apreciar castas de uva de mesa. Na parte cimeira da Quinta, uma fresca e densa mata de pinheiros e carvalhos entrecortada por penhascos de granito, convida ao passeio. A Quinta de Santa Isabel é testemunha de uma História milenar. Há testemunhos históricos que atestam a existência desta povoação já na Pré-História; no entanto, a primeira prova documental data de 12-05-1074, anterior, portanto, à independência do Condado Portucalense. Santo Estêvão e a região de Chaves fizeram parte do dote de D. Teresa, filha de Afonso VI de Leão e Castela, quando em 1095 se casou com o Conde D. Henrique de Borgonha. A região de Chaves foi tomada pelos Mouros e reconquistada 31 anos depois, por Rui e Garcia Lopes, dois cavaleiros de aventura que a ofereceram em 1105 a D. Afonso Henriques, filho de D. Teresa e do Conde D. Henrique, reconhecido como Rei de Portugal por D. Fernando II de Leão. Afonso Henriques começou logo a alargar os limites do território que lhe fora legado. Desse território faziam parte Chaves e a fortaleza de Santo Estêvão. Em 1169, na desastrosa jornada de Badajoz, D. Afonso Henriques foi ferido e aprisionado. Para o seu resgate, D. Afonso Henriques teve de largar todos os lugares e castelos que penosamente havia conquistado, menos o Castelo de Santo Estêvão, que continuou na posse do Rei de Portugal. Sancho I, filho de D. Afonso Henriques, celebrou no Castelo de Santo Estêvão o casamento de sua filha D. Teresa com D. Afonso IX, Rei de Leão. Neste mesmo Castelo, viveram durante muitos anos as outras filhas de D. Sancho I, D. Mafalda e D. Sancha, e seu filho Afonso que veio a suceder a seu pai no reino de Portugal, D. Afonso II. Afonso IX, Rei de Leão e D. Teresa, filha de D. Afonso Henriques, separaram-se por imposição pontifícia. No entanto D. Afonso tomou o partido da sua ex-mulher no litígio que a opunha ao Rei de Portugal D. Afonso II, seu irmão. O Castelo de Santo Estêvão foi tomado como penhor ou fiança nesse litígio e permaneceu durante 19 anos em poder dos Leoneses. Só foi restituído a Portugal em 1231, pela convenção estabelecida por Fernando III de Leão e D. Sancho II no Sabugal. Afonso, irmão de D. Sancho II, que viria a tornar-se D. Afonso III de Portugal, após a sua separação de D. Matilde de Bolonha, casou em segundas núpcias com D. Beatriz, filha ilegítima de Afonso X, rei de Castela e Leão. O encontro deu-se em Bragança em 10 de Maio de 1253, seguindo depois para Santo Estêvão. Afonso III neste casamento passava já dos 40 anos, enquanto a princesa Beatriz era ainda uma criança. Só seis anos depois é que nasceram a infanta D. Branca e o herdeiro do reino, o príncipe D. Afonso III e D. Beatriz ficaram a viver em Santo Estêvão. É daqui que são outorgados e confirmados vários forais. O foral da Vila de Santo Estêvão foi lavrado em 15 de Maio de 1258 e assinado por D. Beatriz e outras testemunhas importantes, entre as quais Fernando Fernandes Cogominho, cujo Brasão ainda se pode ver na parede de uma das casas da quinta de Santa Isabel, onde por certo viveu. Afonso III encarregou Fernando Fernandes Cogominho, seu homem de confiança, das obras complementares da edificação do Castelo de Chaves e posteriormente o nomeou alcaide. A reputação de que o povoado de Santo Estêvão disputou nos séculos XII e XIII adveio de que ao seu redor e do seu Castelo se travaram importantes reencontros militares entre adversários fronteiriços. Dinis, filho e sucessor de D. Afonso III, veio a Santo Estêvão esperar a noiva, Dona Isabel, filha do Rei de Aragão, D. Pedro III. Pernoitaram na alcáçova do Castelo na qual estava incluída uma das casas ainda existentes na quinta de Santa Isabel, e no dia seguinte partiram para Bragança onde provavelmente se terá realizado o enlace de que nasceram o Príncipe D. Afonso e a Princesa D. Constança. As virtudes e a bondade da Rainha D. Isabel, a quem o povo apontava intervenções miraculosas, a ponto de a cognominar a Rainha-Santa, transformaram por completo as atitudes e as malquerenças do seu real esposo até à sua morte em 1325. Outro episódio memorável da vila de Santo Estêvão ocorreu em 1380, aquando da visita de D. João, o Mestre de Avis, defensor do Reino e futuro D. João I. Cinco anos depois, foi acampar com as suas hostes na antiga vila de Santo Estêvão, preparando-se para o ousado assalto a Chaves, cujo alcaide tinha jurado fidelidade a Castela. Conta ainda a tradição que D. João I acompanhado do seu fiel exército, veio, muitos anos depois, em 1423, passar a noite de Natal à sombra protectora do Castelo de Santo Estêvão. Na segunda metade do séc XVII, em 1666, durante as longas lutas da Restauração, Santo Estêvão foi teatro de violências e crueldades, por parte do General galego Pantoja, que invadiu a povoação, tendo sido posteriormente batido, pelo Português Francisco de Távora, general de cavalaria e conde de Alvor, que saiu ao seu encontro. Do Castelo restam hoje a altaneira e quase milenária torre de menagem e a torre da Igreja que se podem visitar para recordar o passado rico em História da aldeia Medieval de Santo Estêvão onde se insere a Quinta de Santa Isabel.

27/08/2017
02/11/2012

A Quinta, situada no limiar desta aldeia, mantém a traça característica das casas rurais da época, com as tradicionais varandas cobertas onde noutro tempo secava a colheita e era desfolhado o milho.

A 7 km de Chaves e apenas a cinco da fronteira com Espanha, na aldeia de Santo Estêvão, onde o seu Castelo Medieval viu D. Sancho I casar sua filha, a Infanta D. Teresa e onde também viveu D. Afonso III. Foi também nesse Castelo que, em vésperas de desposar D. Dinis, pernoitou a futura Rainha Santa Isabel.

A seguir ao jardim e no começo da encosta, situa-se uma vinha velha, onde se podem apreciar castas de uva de mesa. Na parte cimeira da Quinta, uma fresca e densa mata de pinheiros e carvalhos entrecortada por penhascos de granito, convida ao passeio.

A Quinta de Santa Isabel é testemunha de uma História milenar. Há testemunhos históricos que atestam a existência desta povoação já na Pré-História; no entanto, a primeira prova documental data de 12-05-1074, anterior, portanto, à independência do Condado Portucalense.

Santo Estêvão e a região de Chaves fizeram parte do dote de D. Teresa, filha de Afonso VI de Leão e Castela, quando em 1095 se casou com o Conde D. Henrique de Borgonha. A região de Chaves foi tomada pelos Mouros e reconquistada 31 anos depois, por Rui e Garcia Lopes, dois cavaleiros de aventura que a ofereceram em 1105 a D. Afonso Henriques, filho de D. Teresa e do Conde D. Henrique, reconhecido como Rei de Portugal por D. Fernando II de Leão.

D. Afonso Henriques começou logo a alargar os limites do território que lhe fora legado. Desse território faziam parte Chaves e a fortaleza de Santo Estêvão.

Em 1169, na desastrosa jornada de Badajoz, D. Afonso Henriques foi ferido e aprisionado. Para o seu resgate, D. Afonso Henriques teve de largar todos os lugares e castelos que penosamente havia conquistado, menos o Castelo de Santo Estêvão, que continuou na posse do Rei de Portugal.

D. Sancho I, filho de D. Afonso Henriques, celebrou no Castelo de Santo Estêvão o casamento de sua filha D. Teresa com D. Afonso IX, Rei de Leão. Neste mesmo Castelo, viveram durante muitos anos as outras filhas de D. Sancho I, D. Mafalda e D. Sancha, e seu filho Afonso que veio a suceder a seu pai no reino de Portugal, D. Afonso II.

D. Afonso IX, Rei de Leão e D. Teresa, filha de D. Afonso Henriques, separaram-se por imposição pontifícia. No entanto D. Afonso tomou o partido da sua ex-mulher no litígio que a opunha ao Rei de Portugal D. Afonso II, seu irmão. O Castelo de Santo Estêvão foi tomado como penhor ou fiança nesse litígio e permaneceu durante 19 anos em poder dos Leoneses. Só foi restituído a Portugal em 1231, pela convenção estabelecida por Fernando III de Leão e D. Sancho II no Sabugal.

D. Afonso, irmão de D. Sancho II, que viria a tornar-se D. Afonso III de Portugal, após a sua separação de D. Matilde de Bolonha, casou em segundas núpcias com D. Beatriz, filha ilegítima de Afonso X, rei de Castela e Leão. O encontro deu-se em Bragança em 10 de Maio de 1253, seguindo depois para Santo Estêvão.

D. Afonso III neste casamento passava já dos 40 anos, enquanto a princesa Beatriz era ainda uma criança. Só seis anos depois é que nasceram a infanta D. Branca e o herdeiro do reino, o príncipe D. Dinis.

D. Afonso III e D. Beatriz ficaram a viver em Santo Estêvão. É daqui que são outorgados e confirmados vários forais. O foral da Vila de Santo Estêvão foi lavrado em 15 de Maio de 1258 e assinado por D. Beatriz e outras testemunhas importantes, entre as quais Fernando Fernandes Cogominho, cujo Brasão ainda se pode ver na parede de uma das casas da quinta de Santa Isabel, onde por certo viveu.
D. Afonso III encarregou Fernando Fernandes Cogominho, seu homem de confiança, das obras complementares da edificação do Castelo de Chaves e posteriormente o nomeou alcaide.

A reputação de que o povoado de Santo Estêvão disputou nos séculos XII e XIII adveio de que ao seu redor e do seu Castelo se travaram importantes reencontros militares entre adversários fronteiriços.

D. Dinis, filho e sucessor de D. Afonso III, veio a Santo Estêvão esperar a noiva, Dona Isabel, filha do Rei de Aragão, D. Pedro III. Pernoitaram na alcáçova do Castelo na qual estava incluída uma das casas ainda existentes na quinta de Santa Isabel, e no dia seguinte partiram para Bragança onde provavelmente se terá realizado o enlace de que nasceram o Príncipe D. Afonso e a Princesa D. Constança.

As virtudes e a bondade da Rainha D. Isabel, a quem o povo apontava intervenções miraculosas, a ponto de a cognominar a Rainha-Santa, transformaram por completo as atitudes e as malquerenças do seu real esposo até à sua morte em 1325.

Outro episódio memorável da vila de Santo Estêvão ocorreu em 1380, aquando da visita de D. João, o Mestre de Avis, defensor do Reino e futuro D. João I. Cinco anos depois, foi acampar com as suas hostes na antiga vila de Santo Estêvão, preparando-se para o ousado assalto a Chaves, cujo alcaide tinha jurado fidelidade a Castela.

Conta ainda a tradição que D. João I acompanhado do seu fiel exército, veio, muitos anos depois, em 1423, passar a noite de Natal à sombra protectora do Castelo de Santo Estêvão.

Na segunda metade do séc XVII, em 1666, durante as longas lutas da Restauração, Santo Estêvão foi teatro de violências e crueldades, por parte do General galego Pantoja, que invadiu a povoação, tendo sido posteriormente batido, pelo Português Francisco de Távora, general de cavalaria e conde de Alvor, que saiu ao seu encontro.

Do Castelo restam hoje a altaneira e quase milenária torre de menagem e a torre da Igreja que se podem visitar para recordar o passado rico em História da aldeia Medieval de Santo Estêvão onde se insere a Quinta de Santa Isabel.

02/11/2012

Endereço

Quinta De Santa Isabel
Chaves
5400-750

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