22/02/2021
www.quintadafalcoeira.pt
O decréscimo de dormidas associado à pouca oferta dos serviços de restauração e outros procurados por quem nos visita, poderá constituir uma preocupação na oferta e procura turística para a época de 2021. Ainda não sabemos o real efeito da pandemia nas insolvências e fecho de hotéis, restaurantes e pequenas unidades de alojamento local. O que nos reserva 2021 em matéria de negócios e exequibilidade de serviços? Acho que nem mesmo os nossos governantes conseguem prever o que aí vem, como aliás não têm sabido prever outros fatores associados à pandemia.
Desde 1993, ano em que se registaram 23,6 milhões de dormidas, que não se observava um número de dormidas tão reduzido como o que se verificou em 2020. A pandemia COVID-19 teve um forte impacto nos resultados anuais, nomeadamente a partir do mês de março.
▪ Em dezembro de 2020, o setor do alojamento turístico registou 459,4 mil hóspedes e 969,8 mil dormidas, refletindo-se em variações de -70,9% e -72,4%, respetivamente (-77,0% e -77,2% em novembro, pela mesma ordem).
▪ As dormidas na hotelaria (74,8% do total) diminuíram 75,0%. As dormidas nos estabelecimentos de alojamento local (peso de 20,3% do total) decresceram 63,5% e as de turismo no espaço rural e de habitação (quota de 4,9%) recuaram 41,1%. As dormidas em hostels registaram uma diminuição de 75,4% em dezembro, representando 15,2% das dormidas em alojamento local e 3,1% do total de dormidas nos estabelecimentos de alojamento turístico.
▪ Os resultados preliminares de 2020 revelam que os hóspedes atingiram neste ano 10,5 milhões e as dormidas 26,0 milhões, a que corresponderam diminuições anuais de 61,3% e 63,0%, respetivamente (+7,9% e +4,6% em 2019).
🔎 SAIBA+ no Destaque https://bit.ly/3b1RMSA