Monte da Pega 127687/al

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Monte da Pega 127687/al Pode ser usado para convivios culturais, empresariais, recepções e exposições

20/10/2026

O Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva gerou uma assinalável riqueza económica e modernizou a agricultura no Alentejo, mas falhou o objetivo de fixar população, travar o envelhecimento demográfico e combater as desigualdades regionais.
Esta é a principal conclusão de um estudo publicado na revista científ**a Sustainability pelos investigadores Carlos Gonçalves, da Universidade de Évora, e Jorge Gonçalves, do Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa, que identif**a um profundo paradoxo no impacto territorial desta grande infraestrutura pública.

Esse mapa é dos anos 1990 e contém vários erros. Setúbal por exemplo era شطوبر | Šaṭūbar, uma arabização de Caetobriga. ...
18/10/2026

Esse mapa é dos anos 1990 e contém vários erros. Setúbal por exemplo era شطوبر | Šaṭūbar, uma arabização de Caetobriga. Alcabideche era القبداق | al-Qabḏāq,, uma arabização de caput aquæ. Moura teve várias designações, por exemplo مدينة لقنت | Madīna Laqant, حصن مورة | Ḥiṣn Mawra/Mūra, مورة | Mawra/Mūra, المنيجة | al-Manīǧah, segundo fontes Cristãs. Moura era لقنت | Laqant. Mértola teve igualmente várias grafias مارتلة | Mārtula, ميرتلة | Mīrtula, مرتلة | Martula. Loulé era conhecida como العليا | al-ʿUlyā, “a mais alta”, المدينة العليا | al-Madīna al-ʿUlyā e العريانة | Al-ʿUryāna. Almodôvar vem de المدور | al-Mudawwar, “o redondo”. Cacela era قسطلة | Qasṭala, قسطلة الغرب | Qasṭalat al-Gharb, قسطلة دراج | Qasṭalat Darrāǧ.

Marachique [Castro de Cola]: حصن مرجيق | Ḥiṣn Murǧīq e قلعة مرجيق | Qalʿa Murǧīq

Ossónoba ou Ocsonoba: a fonética e a estrutura deste topónimo pré-Islâmico parecem ter colocado dificuldades à sua adaptação ao Árabe. No legado das fontes árabes escritas encontramos várias grafias, algumas estranhas e bastante divergentes entre si: أكشونبة | Ukšūnuba; أقشانبا | Aqšānba; أكشونيبا | Akšūniba; أكشونية | Akšūnīah; إقليم أكشونية | Iqlīm Akšūnīah; كورة أكشونبة | Kūra Ukšūnuba.

A diversidade destas formas revela a dificuldade de representar e transmitir em Árabe um topónimo de origem pré-Islâmica cuja estrutura fonética já não era transparente para os autores Árabes. Entre as formas conservadas nas fontes, Akšūnīah parece ser uma das grafias mais frequentes para representar o antigo topónimo Ocsonoba/Ossónoba.

É particularmente interessante observar a alternância entre Ukšūnuba, Aqšānba, Akšūniba e Akšūnīah, que mostra diferentes tentativas de aproximar a sequência consonântica e vocálica do topónimo às estruturas fonéticas e morfológicas do Árabe. A forma Akšūnīah, por sua vez, parece ter adquirido uma morfologia mais familiar aos autores árabes, através da terminação ـية | -īya(h).

Faro: registado nas fontes Árabes como شنت مارية | Šant Marīya, Šant Māriya, Šantamarīyya; شنتمرية الغرب | Šantmāriyat al-Gharb; شنت مارية الغرب | Šant Marīya al-Gharb; شنت مارية الهارون | Šant Marīya al-Ḥārūn; شنت مارية الفرعون | Šant Marīya al-Farʿūn. Esta designações correspondem a Santa Maria do Ocidente e Santa Maria de Aarão em Português moderno.

Lagos: documentado nas fontes Árabes como حلق الزاوية | Ḥalq az-Zāwiya ou مرسى الزاوية | Marsā az-Zāwiya, signif**am “Estuário do Rincão” e “Porto do Rincão”. A palavra زاوية | zāwiya, que em Português geralmente evoluiu para “azóia” também poderá indicar a presença de uma instituição religiosa Sufi, que serve como local de retiro espiritual, culto, ensino e prática de recordação (ذِكر | dihikr) sob a orientação de um mestre Sufi (شيخ | šaykh). No Norte de África e no Ocidente islâmico, funcionavam também como centros de aprendizagem, hospitalidade, caridade e preservação das tradições de uma determinada ordem Sufi.

Aljezur: do Árabe الغزر | al-Ğuzur, que signif**a “abundante” ou “terras férteis de aluvião”.

Silves: registado nas fontes Árabes como شلب | Šilb ou Šalb, também como شلابة | Šalāba.

Sagres: registado nas fontes Árabes como شقرش | Šaqrīš e مرسى شقرش | Marsā Šagriš, “Porto de Sagres”.

Sagres – Terçanabal: muito provavelmente não terá a ver com o mítico Hannibal, deverá vir do Árabe ترسانة البالي | Tārṣana* al-bālī; تار الصنعة البالي | Tār al-ṣanʿa* al-bālī; ambos com signif**ado de “Tercena Velha”. *Corrupção de دار الصناعة | Dār aṣ-ṣināʿa.

Cabo de São Vicente: registado nas fontes Árabes como طرف الغرب | Ṭarf al-Gharb, “Extremo do Ocidente”; طرف العرف | Ṭarf al-ʿArf, Ṭarf al-ʿUrf, “Extremo do Conhecimento”; طرف المنارة | Ṭarf al-Manāra, “Estremo do Farol”.

Sobre Alcácer do Sal:

Cronologia Histórica dos Nomes de Alcácer do Sal durante o Periódo Islâmicio:
1. Durante a Era Provincial (Início do Século VIII) começou por se chamar قصر باجة (Qaṣr Bāǧa) "O Castelo de Beja", esta foi a primeira designação descritiva após a conquista. Por volta de 743–745 d.C., a localidade não era uma capital independente, mas sim uma fortif**ação estratégica subordinada à capital regional Beja.
2. Com o Povoamento Berbere (Finais do Século VIII a meados do Século IX) passou a chamar-se قصر بني ورداسن (Qaṣr Banī Wardāsan) "O Castelo dos Banī Wardāsan". Este nome surgiu com a fixação dos clãs militares Berberes (especif**amente da tribo Masmuda). O registo de Ibn Hawqal preserva esta era de grande autonomia tribal, anterior à centralização do poder pelo Emirato de Córdoba.
Paralelamente ter-se-á chamado قصر السهل (Qaṣr al-Sahl) "O Castelo da Planície": Um descritor geográfico secundário desta época, que realçava as terras baixas e férteis da bacia do rio Sado. Veja-se o topónimo indicado al-Ḥamawī “السهل: بخلاف الصعب: وهو إقليم من أعمال باجة”, que se traduz “al-Sahl: Como o contrário de difícil. É um dos distritos fiscais de Beja”. Em Árabe السهل (al-sahl) signif**a "a planície, sobretudo terra baixa costeira”, também signif**a “‘fácil’, daí a explicação do autor “como o contrário de difícil”.
3. Durante as Incursões Vikings e a Era dos Banū Dānis (844 – 888 d.C.) passa a chamar-se قصر أبي دانس (Qaṣr Abī Dānis) / قصر ابن أدانس (Qaşr Ibn Adānis) / برج أبي دانس (Burǧ Abī Dānis). Em 844 d.C., os devastadores ataques vikings obrigaram o Emirato a fortif**ar fortemente a foz do Sado. Após conflitos internos e uma vitória decisiva sobre rebeldes muladis em 888 d.C., o Emir recompensou o clã árabe local, os Banu Dānis, com o senhorio da cidade. A fortif**ação (Qaṣr), a sua torre de menagem (Burǧ) e a região envolvente foram renomeadas em honra do seu líder, Abu Dānis. Também aparece grafado como قصر بودانيس (Qaṣr Būdānis), trata-se de uma variação fonética ou dialetal Árabe.
4. Fronteira Militar Almóada (Século XII) قصر الفَتْح (Qaṣr al-Fatḥ) "O Castelo da Vitória", um nome de forte pendor ideológico atribuído pelo Califado Almóada. Em 1158 d.C., o primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques, conquistou temporariamente a vila, mas os Almóadas conseguiram recuperá-la e reconstruíram as suas imponentes muralhas. Para celebrar este grande triunfo militar contra a (re)conquista cristã, batizaram-na oficialmente como Qaṣr al-Fatḥ.

Após a conquista definitiva pelos Cristãos em 1217 d.C., f**a a chamar-se Alcácer do Sal. Não creio que este “Sal” esteja relacionado com a “Salacia” pré-Islâmica, convém destacar que o nome “Salacia” esteve em desuso durante 5 séculos, as fontes Árabes medievais também não registam qualquer قصر الملح (Qaṣr al-Milḥ) na Peninsula Ibérica, ملح (milḥ) signif**a “sal”, o mineral que faz parte das nossas cozinhas. Parece-me mais plausível que Alcácer do Sal venha de قصر السهل (Qaṣr al-Sahl), seria o Alcácer da Planície, a própria definição السهل (al-sahl) "a planície, sobretudo terra baixa costeira” é um excelente descritivo da zona envolvente até aos limites da Península de T***a.

Coelho à Porcalhota — Uma Receita Histórica da Cozinha PortuguesaA Porcalhota era uma antiga localidade da região que at...
07/10/2026

Coelho à Porcalhota — Uma Receita Histórica da Cozinha Portuguesa

A Porcalhota era uma antiga localidade da região que atualmente integra o concelho da Amadora, e ficou conhecida, entre outras coisas, pelo famoso coelho guisado que atraía viajantes e apreciadores da boa mesa.

A tradição deste prato remonta ao século XIX e está associada a Pedro Franco, conhecido como “Pedro dos Coelhos” ou “Pedro da Porcalhota”.

O célebre coelho servido naquele local ganhou tal fama que chegou mesmo a ser referido por Eça de Queirós em Os Maias..

🛒 Ingredientes para o Coelho

- 1 coelho com cerca de 1,2 kg
- 1 colher de sopa de vinagre
- 400 g de banha
- 1 cebola grande
- 3 tomates maduros
- 1 dl de vinho branco
- 1 dente de alho
- 1 ramo de salsa
- 3 colheres de sopa de azeite
- Sal q.b.
- Pimenta q.b.

🍚 Ingredientes para o Arroz

- 300 g de arroz
- 1 cebola grande
- 2 dentes de alho
- 1 folha de louro
- 1 ramo de salsa
- Água q.b.
- 1 dl de azeite
- Sangue do coelho
- Sal q.b.
- Pimenta q.b.

👩‍🍳 Preparação do Coelho à Porcalhota

Comece por colocar a colher de vinagre numa tigela destinada a receber o sangue do coelho. Misture de imediato para evitar que coagule e reserve para preparar posteriormente o arroz.
Depois de preparado e limpo, corte o coelho em pedaços, preferencialmente pelas articulações. Reserve igualmente os miúdos e a cabeça.
Num tacho largo, coloque a **banha juntamente com as três colheres de azeite** e leve ao lume.
Quando a gordura estiver bem quente, disponha os pedaços de coelho no fundo do tacho. É importante não amontoar a carne para que todos os pedaços possam dourar corretamente.
Deixe alourar bem de um lado e depois vire, permitindo que ganhem uma cor uniforme.
Quando o coelho estiver bem dourado, adicione a **cebola e o dente de alho previamente picados**.
Acrescente o vinho branco, os tomates sem pele nem sementes e cortados em pedaços e a salsa picada.
Tempere com sal e pimenta a gosto.
Tape o tacho, reduza o lume e deixe cozinhar lentamente até a carne f**ar tenra e o molho bem apurado.
O objetivo é conseguir um coelho macio, mas sem se desfazer, envolvido num molho intenso formado pelo tomate, vinho, cebola e gordura da cozedura.

🍚 Como Preparar o Arroz Tradicional

Para o acompanhamento, coloque o azeite num tacho e leve ao lume com a cebola e os dentes de alho picados.
Junte também a folha de louro e o ramo de salsa.
Deixe refogar suavemente até a cebola f**ar ligeiramente dourada.
Tempere com sal e pimenta.
Adicione água numa quantidade correspondente a aproximadamente **duas vezes o volume do arroz** e deixe levantar fervura.
Quando a água estiver a ferver, acrescente o arroz previamente lavado e bem escorrido.
Deixe cozinhar normalmente.
Pouco antes de o arroz estar completamente cozido, junte o **sangue do coelho que tinha sido reservado com o vinagre**.
Misture cuidadosamente com um garfo para que fique distribuído pelo arroz e deixe terminar a cozedura.
O arroz deverá f**ar bem saboroso, húmido e com a tonalidade escura característica desta preparação tradicional.

🐇 **Já conhecia esta receita? E na sua terra, ainda se prepara coelho desta maneira?**

28/09/2026

🇦🇴🇦🇴🇦🇴 Angola HUB Transportes e Logística Summit 2026 .

Acompanhamento e participação Monte da Pega - Monsaraz

🌕 THE HARVEST MOON IS COMING! On September 26, the Moon will reach its full phase. At this time, it will remain visible ...
26/09/2026

🌕 THE HARVEST MOON IS COMING! On September 26, the Moon will reach its full phase.

At this time, it will remain visible for most of the night, rising around sunset and staying in the sky until near dawn.The full moon that happens closest to the September equinox is traditionally known as the Harvest Moon. The name has a long history. Medieval European records already associated the full moon close to the equinox with harvest-related periods. The term “Harvest Moon” has been documented in English since at least 1706
🔭 And after the full moon? On the following nights, the Moon will rise about an hour later each day. Gradually, it will stop dominating the night sky and will appear more and more during the early morning hours.Astronomically, the full moon happens at the exact moment when the Moon's ecliptic longitude is 180° away from the Sun's ecliptic longitude, when observed from the center of the Earth.

At the moment of the September full moon, our satellite will be in the constellation Pisces, with a declination of approximately 3°57' north and about 379 thousand kilometers from the Earth
🌌 Get ready to look up at the sky.

🌕 A LUA DA COLHEITA ESTÁ CHEGANDO!No dia 26 de setembro, a Lua atingirá sua fase cheia. Nessa época, ela permanecerá vis...
26/09/2026

🌕 A LUA DA COLHEITA ESTÁ CHEGANDO!

No dia 26 de setembro, a Lua atingirá sua fase cheia. Nessa época, ela permanecerá visível durante grande parte da noite, surgindo aproximadamente ao anoitecer e permanecendo no céu até perto do amanhecer.

A Lua cheia que acontece mais próxima do equinócio de setembro é tradicionalmente conhecida como Lua da Colheita.

O nome tem uma longa história. Registros europeus medievais já associavam a Lua cheia próxima ao equinócio a períodos relacionados às colheitas. O termo “Harvest Moon” aparece documentado em inglês pelo menos desde 1706.

🔭 E depois da Lua cheia?

Nas noites seguintes, a Lua nascerá aproximadamente uma hora mais tarde a cada dia. Aos poucos, ela deixará de dominar o céu noturno e passará a aparecer cada vez mais durante a madrugada.

Astronomicamente, a Lua cheia acontece no instante em que a longitude eclíptica da Lua está exatamente 180° distante da longitude eclíptica do Sol, quando observadas a partir do centro da Terra.

No momento da Lua cheia de setembro, nosso satélite estará na constelação de Peixes, com declinação de aproximadamente 3°57' ao norte e a cerca de 379 mil quilômetros da Terra.

🌌 Prepare o olhar para o céu.

Transmissão do IV Fórum Energia e Ambiente
25/09/2026

Transmissão do IV Fórum Energia e Ambiente

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23/09/2026

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