01/09/2026
👉Angola torna-se o terceiro país no mundo a explorar nióbio, metal usado na fabricação de baterias de carros eléctricos
Angola deverá iniciar ainda este ano a exploração de nióbio, um minério estratégico utilizado em sectores como a indústria aeroespacial, automóvel, siderurgia e construção civil, no Complexo Mineiro Carbonatito de Bonga e Tchivira, no município de Quilengues, província da Huíla, com um investimento chinês de 136,6 milhões de dólares, anunciou o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo.
O Nióbio (Nb) é um minério de transição cinza-brilhante, resistente à corrosão, altamente valorizado por conferir grande resistência e leveza a ligas metálicas e ao aço, usado em equipamentos de alta tecnologia como aparelhos de ressonância magnética, aprimorar baterias de íons de lítio de carros elétricos, permitindo recargas ultrarrápidas em menos de 10 minutos, além de aplicado em chassis de veículos para reduzir peso e otimizar o consumo de combustível, e de compor superligas em turbinas de aviões. Na siderurgia e construção civil, funciona como um "tempero" no aço, aumentando a resistência e permitindo a fabricação de estruturas mais leves e seguras (como pontes, torres e dutos de óleo e gás).
O Brasil é o maior produtor do mundo com quase 90% e o Canadá um pouco menos, sendo os principais produtores.
Angola tem reservas importantes deste produto, principalmente nas províncias da Huíla e do Huambo, cuja exploração deverá ter início em breve, sendo que o país será o primeiro do continente africano a abastecer o referido mineral crítico ao mercado mundial.
Com o início da produção, Angola pretende aproveitar as reservas identificadas e conquistar uma posição num mercado mundial concentrado num número reduzido de produtores, numa altura em que a procura por nióbio cresce devido às suas aplicações em indústrias tecnológicas e sectores considerados estratégicos.