Torre de Refoios - Turismo de Habitação

Torre de Refoios - Turismo de Habitação Casa com torre mediaval. Casinhas privadas onde pode passar uns dias inesquecíveis. Take a break.

The Torre de Refoios (Refoios Tower) is located in Ponte de Lima, in the valley of the beautiful village of Refoios. Refoios Tower recalls the legends and romanticism of almost a thousand years of history. The delightful view from the top of this 12th century Tower shows a medieval scenery surrounded by beautiful, tranquil and unspoiled countryside. Next to the Tower, feel the comfortable ambiance

of the self-catering cottages prepared to receive guests. Enjoy the pleasure of nature, have a swim or simply stroll through the countryside. The coast, river and mountains of Peneda Gerês are only a few kilometres away. Visit the Manor Houses and learn about the intriguing family histories and local traditions.

15/12/2023
11/12/2023
20/07/2022

Portugal contra o Califado: 305 anos da Batalha de Matapão, quando a nossa Armada parou a expansão turca no Mediterrâneo

Exausta, esgotada em recursos e vontade combativa após a Guerra da Sucessão Espanhola, a Europa foi surpreendida em 1714 com nova investida turca. O Sultão sentira a debilidade, o cansaço, a animosidade entre os grandes poderes católicos do Ocidente, e dispôs-se a atacá-los justamente quando estes pareciam mais débeis. Marchou sobre a Moreia, na Grécia, à data província da Sereníssima República de Veneza; o Doge reagiu implorando a intervenção da Santa Sé e, através dela, a ajuda das monarquias europeias. Mas estas mostraram-se, em geral, desinteressadas da luta. Espanha, mal refeita das lutas da década anterior, mais não enviou para o Mediterrâneo que fraca armada; a Áustria possuía forte exército, mas nenhum poder marítimo com que confrontar o de Istambul; a França, que até 1715 travara com Viena duríssima guerra pelo controlo do trono espanhol, não quis combater ao lado dos austríacos.

Perante a indiferença geral, acudiu às súplicas de Veneza - e aos sustentados, mas até então ineficazes, pedidos do Papa - o rei de Portugal. Lisboa vivia então, com Dom João V, um período de renovada grandeza. Devolvido à sua condição natural de forte potência naval, Portugal fazia-se ouvir pela Europa; a sua marinha, acarinhada pelo Infante Dom Francisco, conhecia então vigor que não mais recuperaria, e que a colocava entre as primeiras do continente. O Rei Magnânimo compreendeu que a luta pelo Mediterrâneo Oriental, onde os turcos se recompunham da derrota sofrida trinta e quatro anos antes em Viena, era de importância essencial para Portugal, a Europa e a Cristandade. Percebeu, ainda, que ali se apresentava oportunidade preciosa para que Portugal recuperasse o prestígio de outrora pagando-o a pólvora, aço e sangue.

Pólvora, aço e sangue foi, pois, o que Dom João tratou de oferecer ao Turco. O Infante Dom Francisco - príncipe apaixonado, como é comum entre os Braganças, pelos assuntos do mar - armou a frota. Eram onze impecáveis naves, sete de combate e quatro de apoio, tripuladas por 3840 homens adestradíssimos, apetrechadíssimos, preparadíssimos na arte da luta no mar. Carregavam quinhentas e vinte e seis peças de forte aço português; eram duas vezes e meia as usadas por Napoleão em Waterloo. A comandar a frota, na nau Nossa Senhora da Conceição, ia Dom Lopo Furtado de Mendonça, Conde do Rio Grande. Acompanhavam-no à cabeça da hierarquia da expedição as naus Nossa Senhora do Pilar, de oitenta e quatro peças, em que seguia o Conde de São Vicente como vice-almirante, e a Nossa Senhora da Assunção, capitaneada por Pedro de Castelo Branco e munida de sessenta e seis peças.

A dois de Julho, as armadas da coligação cristã juntavam-se a sul da Messénia, no Peloponeso. Eram, coligadas, fortes de trinta e cinco navios, dos quais os portugueses contavam entre os maiores e mais modernos. A batalha deu-se a 19 de Julho frente ao cabo Matapão. Os turcos tinham ao seu dispor força maior, de cinquenta e cinco navios; os cristãos, apenas trinta e cinco. Possuíam, também, o que seria então um dos maiores vasos militares do mundo: o Kebir Üç Ambarlı, de cento e catorze peças, em que navegava o almirante turco Kapudan Paxá. Ao se encontrarem as duas armadas, e por motivo que nunca pôde ser adequadamente esclarecido, a frota veneziana afastou-se da área de combate; frente à força turca, pois, ficou apenas a de Portugal. Desenrolou-se depois feroz duelo de artilharia entre as naus cristãs, quase limitadas à armada portuguesa e a duas embarcações da Ordem de Malta, e o conjunto otomano. Um grande navio turco foi atingido e posto em chamas; os restantes, vendo a desgraça de uma das principais naves da sua frota, deixadas sem pólvora e temendo a artilharia portuguesa, abandonaram o local e rumaram, desordenadas e batidas, a porto amigo. Travara-se grande recontro, e Portugal levara a Europa cristã à vitória sobre o Califa do Islão.

Depois da batalha, toda a armada cristã regressou à Itália. Os portugueses, vitoriosos, foram cumulados de honrarias por uma Europa agradecida. Em Messina, onde os navios de Portugal foram aportar, fizeram-se festas e fogos de artifício em celebração do Rei Magnânimo e sua armada; ao Conde de Rio Grande, Dom Lopo Furtado de Mendonça, chegou uma carta do Papa Clemente XI dando-lhe conta da gratidão papal; em Lisboa apareceria, pouco depois, grande embaixada veneziana de tributo e agradecimento. Maior honra se fez à Igreja portuguesa, passando a capital portuguesa a sede de um dos quatro patriarcados do Ocidente latino, juntamente com Roma, Veneza e as Índias Ocidentais. Fora uma das mais arriscadas empresas algumas vez tentadas pela marinha portuguesa, e resultara em triunfo absoluto.

A Europa actual, tantas vezes mesquinha com Portugal, nada perderia recordando este dia em que foi por ele resgatada da mão do Califa de Istambul.

RPB

03/05/2022

"Mosteiro dos Jerónimos: desabou tudo com estampido idêntico ao do trovão subterrâneo [com a impunidade do costume!]

Parte do antigo mosteiro arruinado ameaçava desabar: havia anos que tinha resolvido reedificá-lo. Era um corredor comprido e estreito que nos tempos primitivos deveria ter servido de passeio reservado aos frades. (...).

A direcção dos trabalhos foi conferida a um pintor cenógrafo do Teatro de S. Carlos, o sr. Cinati, sem dúvida homem de talento, mas que, inexperiente no género de trabalhos que era chamado a superintender; traçou um plano fantástico e deficiente e imaginou levantar na base desse organismo decrépito uma enorme torre quadrada, pesada, maciça, ornamentada de decorações incorrectas e absolutamente deslocadas (vd 2a foto) (...).

No dia 18 de Dezembro de 1878, (...) , desabou tudo com um estampido idêntico ao do trovão subterrâneo, soterrando e matando (...) nove ou dez operários. Se o sinistro tivesse ocorrido [a outra hora] o número de vítimas ascenderia a cem ou cento e cinquenta.

Acto contínuo propalou-se o boato de que ia proceder-se a um inquérito. A notícia fez sorrir maliciosamente os que sabiam avaliá-la e conheciam a índole do país. Se algum crédulo teve a ingenuidade de acreditar que desse inquérito resultaria a punição dos culpados, ou mesmo a simples demonstração pública da sua incompetência responderei certificando que não houve inquérito nem solução de espécie alguma.

N.B. Em 1882 propunha-se a construção de uma nova torre de 60 metros de alto, projecto que não prosseguiu; em 1891-92 dirigia as obras de restauro o arquitecto Domingos Parente, depois Raimundo Valadas e finalmente Rosendo Carvalheira. Foi este arquitecto que fez concluir um corpo central mais modesto, mas mesmo assim desproporcionado, o qual em 1940 foi reduzido de altura nos pináculos (vd 3a foto) pela Direcção Geral de Edifícios e Monumentos (arquitecto Baltazar Castro). [Araújo 1944]."

Fonte: Lisboa de Antigamente



08/02/2022

A FÁBULA DO IMBECIL

“Dizem que, numa pequena cidade, um grupo de pessoas se divertia com o "imbecil" local, um pobre coitado, de "pouca inteligência", que vivia fazendo pequenas tarefas e pedindo esmolas.

Todos os dias, alguns homens chamavam o "estúpido" para o bar onde se encontravam e ofereciam-lhe para escolher entre duas moedas: uma grande, de menor valor, e a outra menor, valendo cinco vezes mais.

Ele levava sempre a maior e a menos valiosa, o que era uma risada para todos.

Um dia, alguém a assistir à diversão do grupo com o homem "inocente", chamou-o de lado e perguntou-lhe se ele ainda não tinha percebido que a moeda maior valia menos e ele respondeu:

"Eu sei, eu não sou tão estúpido. Ela vale cinco vezes menos, mas no dia em que eu escolher a outra, o jogo termina e eu não vou mais ganhar moeda alguma."

Essa história podia terminar aqui, como uma piada simples, mas várias conclusões podemos tirar desta fábula:

A primeira: quem parece um id**ta, nem sempre o é.

A segunda: quem foram os verdadeiros id**tas da história?

A terceira: ambição excessiva pode acabar com a fonte de rendimento.

Mas a conclusão mais interessante é:

1° - Podemos ficar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião sobre nós mesmos;

2° - O que importa não é o que os outros pensam de nós, mas o que cada um pensa de si mesmo;

3° - O verdadeiro homem inteligente é aquele que parece ser um id**ta na frente de um id**ta que parece ser inteligente!

Autoria desconhecida.

21/08/2020

605 anos da Conquista de Ceuta


A conquista que daria início a toda a expansão marítima portuguesa, a Conquista de Ceuta, ocorreu há exatos 605 anos, a 21 de agosto de 1415.

Várias razões sustentam a decisão de D. João I de conquistar Ceuta: economicamente, Portugal enfrentava uma série de dificuldades financeiras, carecendo de produtos como trigo, ouro, prata e especiarias, permitindo a conquista de Ceuta que Portugal não só se apropriasse de uma zona fértil, favorável à produção de cereais, como também significaria para o Reino o controle sobre uma cidade à qual afluíam produtos orientais vindos da Índia pelas rotas caravaneiras e sobre a entrada e saída dos navios vindos do Atlântico para o Mediterrâneo e vice-versa, impedindo assim o ataque de piratas oriundos da cidade muçulmana à costa algarvia; socialmente, agradaria às três ordens já que o Clero poderia expandir a Fé cristã em terras muçulmanas, a Nobreza conseguiria obter novas terras, títulos e fontes de rendimento e a Burguesia ganharia novos produtos e mercados; politicamente, Portugal evidenciar-se-ia no quadro das Monarquias ibéricas como a que mais a sul expandira a Fé cristã e ganharia prestígio a nível europeu pela audácia de tal conquista.

Assim sendo, no dia 25 de julho de 1415, partiriam de Lisboa 212 embarcações, nomeadamente 59 galés, 33 naus e 120 navios de pequeno porte rumo à praça africana. Na expedição estavam envolvidos mais de vinte mil soldados, contando-se entre os presentes nomes da alta Nobreza portuguesa, tais como os príncipes Duarte (futuro Rei), os infantes D. Pedro e D. Henrique e Nuno Álvares Pereira.

A expedição alcançaria Ceuta a 21 de agosto, desembarcando sem encontrar qualquer resistência por parte dos mouros, que se apressaram a tentar fechar as portas da cidade. Os portugueses, no entanto, agiram com rapidez, impedindo o estabelecimento de defesas adequadas e tornando impossível a defesa de Ceuta.

Na manhã de 22 de agosto, a cidade estava em mãos portuguesas. João Vasques de Almada, apoiante e conselheiro de longa data de D. João I, hastearia pela primeira vez a bandeira de Ceuta, idêntica à bandeira de Lisboa, mas com o brasão de armas do Reino de Portugal ao centro, símbolo que perdura até aos dias de hoje.

A conquista de Ceuta terá sido conseguida com apenas uma baixa do lado português - Vasco Fernandes de Ataíde, governador da casa do Infante D. Henrique – que pereceu, morto por uma grande pedra que, lançada das muralhas da cidade, o atingiria na cabeça.

A Coroa portuguesa deixaria ficar 2700 homens em Ceuta, sob o comando de Dom Pedro de Meneses, que se tornaria o primeiro Governador da praça africana.

Apesar de dois ataques por parte dos árabes com o intuito de retomar Ceuta, em 1418 e 1419, os portugueses conseguiriam defender a soberania nacional sobre a cidade africana.

Apesar do fracasso económico que se revelaria a tomada de Ceuta, esta iniciativa deu início a um dos maiores empreendimentos alguma vez desenvolvidos na História da Humanidade, a epopeia dos Descobrimentos portugueses.

16/08/2020

O LOUDEL DE D. JOÃO I

O Loudel de D. João I é feito de linho, lã, seda e fio de ouro; tem uma altura de 98 cm e uma largura de 91 cm e foi usada na batalha de Aljubarrota, no dia 14 de Agosto de 1385.
Esta veste, que servia para proteger o corpo da aspereza da armadura e dos golpes dos inimigos, é constituída por uma série de camadas de pano de linho acolchoado com lã, sendo revestido por um tecido verde bordado com "rodas de ramos e escudos de S. Jorge".
O rei D. João I que se tinha encomendado a Santa Maria da Oliveira para que o ajudasse a vencer os castelhanos na batalha de Aljubarrota, depois foi a Guimarães e em sinal de gratidão deixou-lhe entre outros dons esta veste real, o loudel.

O loudel é uma das raras vestes militares do período medieval existentes no mundo.

Pode ser visto no Museu Alberto Sampaio, em Guimarães.

(Carlos Cardoso)

Endereço

Torre De Refoios Rua Rua De P***s
Refoios Do Lima
4990-706

Notificações

Seja o primeiro a receber as novidades e deixe-nos enviar-lhe um email quando Torre de Refoios - Turismo de Habitação publica notícias e promoções. O seu endereço de email não será utilizado para qualquer outro propósito, e pode cancelar a subscrição a qualquer momento.

Entre Em Contato Com O Negócio

Envie uma mensagem para Torre de Refoios - Turismo de Habitação:

Compartilhar