11/06/2026
𝗔 𝗻𝗼𝘃𝗮 𝗶𝗱𝗲𝗻𝘁𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝘃𝗶𝘀𝘂𝗮𝗹 𝗱𝗼 𝗺𝘂𝗻𝗶𝗰𝗶́𝗽𝗶𝗼, 𝘀𝗼𝗯 𝗼 𝗺𝗼𝘁𝗲 "𝗩𝗶𝗹𝗮 𝗥𝗲𝗮𝗹 𝗻𝗼 𝗦𝗶́𝘁𝗶𝗼 𝗖𝗲𝗿𝘁𝗼", 𝗲𝘀𝘁𝗮́ 𝗻𝗼 𝗲𝗽𝗶𝗰𝗲𝗻𝘁𝗿𝗼 𝗱𝗲 𝘂𝗺𝗮 𝘁𝗲𝗺𝗽𝗲𝘀𝘁𝗮𝗱𝗲 𝗽𝗼𝗹𝗶́𝘁𝗶𝗰𝗮. 𝗢 𝘃𝗲𝗿𝗲𝗮𝗱𝗼𝗿 𝗔𝗹𝗯𝗲𝗿𝘁𝗼 𝗠𝗼𝘂𝗿𝗮, 𝗲𝗹𝗲𝗶𝘁𝗼 𝗽𝗲𝗹𝗼 𝗽𝗮𝗿𝘁𝗶𝗱𝗼 𝗖𝗵𝗲𝗴𝗮, 𝘃𝗲𝗶𝗼 𝗮 𝗽𝘂́𝗯𝗹𝗶𝗰𝗼 𝗲𝘅𝗽𝗼𝗿 𝗼𝘀 𝗰𝗼𝗻𝘁𝗼𝗿𝗻𝗼𝘀 𝗳𝗶𝗻𝗮𝗻𝗰𝗲𝗶𝗿𝗼𝘀 𝗲 𝗷𝘂𝗿𝗶́𝗱𝗶𝗰𝗼𝘀 𝗱𝗮 "𝗠𝗮𝗿𝗰𝗮 𝗖𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗱𝗲 𝗩𝗶𝗹𝗮 𝗥𝗲𝗮𝗹", 𝗮𝗰𝘂𝘀𝗮𝗻𝗱𝗼 𝗮 𝗺𝗮𝗶𝗼𝗿𝗶𝗮 𝘀𝗼𝗰𝗶𝗮𝗹𝗶𝘀𝘁𝗮 (𝗻𝗼 𝗽𝗼𝗱𝗲𝗿 𝗱𝗲𝘀𝗱𝗲 𝟮𝟬𝟭𝟯) 𝗱𝗲 𝗴𝗲𝘀𝘁𝗮̃𝗼 𝗱𝗮𝗻𝗼𝘀𝗮, 𝗳𝗮𝗹𝘁𝗮 𝗱𝗲 𝘁𝗿𝗮𝗻𝘀𝗽𝗮𝗿𝗲̂𝗻𝗰𝗶𝗮 𝗲 𝗱𝗲 "𝗮𝗹𝘂𝗴𝗮𝗿" 𝗮 𝗶𝗱𝗲𝗻𝘁𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗱𝗼 𝗰𝗼𝗻𝗰𝗲𝗹𝗵𝗼 𝗲𝗺 𝘃𝗲𝘇 𝗱𝗲 𝗮 𝗮𝗱𝗾𝘂𝗶𝗿𝗶𝗿 𝗱𝗲𝗳𝗶𝗻𝗶𝘁𝗶𝘃𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲.
A polémica estourou após a Reunião Ordinária da Câmara Municipal do passado dia 1 de junho de 2026. Segundo o vereador, a documentação que lhe foi entregue pelo executivo revela um histórico de gastos que ascende a 71.340,00 euros (já com IVA) num projeto que, juridicamente, não pertence ao município.
𝗨𝗺𝗮 𝗠𝗮𝗿𝗰𝗮 "𝗡𝗮 𝗚𝗮𝘃𝗲𝘁𝗮" 𝗲 𝗖𝘂𝘀𝘁𝗼𝘀 𝗗𝘂𝗽𝗹𝗶𝗰𝗮𝗱𝗼𝘀.
A investigação encabeçada pelo autarca do Chega traça um cronograma de contratações que levanta dúvidas sobre a eficiência da gestão autárquica:
𝗢 𝗖𝗼𝗻𝘁𝗿𝗮𝘁𝗼 𝗱𝗲 𝟮𝟬𝟭𝟳:
Há quase uma década, a autarquia pagou 22.000 euros (+ IVA) por uma licença de utilização de 10 anos. Segundo Alberto Moura, esta marca foi "guardada numa gaveta durante nove anos", sem que a cidade usufruísse do investimento, o que classif**a como "fazer uma fogueira com o dinheiro nos Paços do Concelho".
𝗔 "𝗥𝗲𝘀𝘀𝘂𝗿𝗿𝗲𝗶𝗰̧𝗮̃𝗼" 𝗲𝗺 𝟮𝟬𝟮𝟲:
Em abril deste ano, o executivo assinou um novo contrato no valor de 36.000 euros (+ IVA) para garantir a utilização da marca por mais 12 anos.
O somatório atinge os 58.000 euros de valor base, canalizados para uma marca focada estritamente na "Cidade", excluindo, segundo o vereador, a representatividade das restantes freguesias, aldeias e património do vasto concelho transmontano.
𝗩𝗶𝗹𝗮 𝗥𝗲𝗮𝗹 𝗙𝗼𝗿𝗮 𝗱𝗲 𝗘𝘀𝗰𝗮𝗹𝗮 𝗳𝗮𝗰𝗲 𝗮𝗼 𝗥𝗲𝘀𝘁𝗼 𝗱𝗼 𝗣𝗮𝗶́𝘀.
Para ilustrar a desproporcionalidade do investimento, o autarca efetuou um levantamento comparativo de rebranding noutras entidades públicas. Os dados revelam que Vila Real se aproxima dos custos do Estado Central, mas com a agravante de não deter os direitos da obra:
𝗖𝗼𝗺𝗽𝗮𝗿𝗮𝘁𝗶𝘃𝗼 𝗱𝗲 𝗖𝘂𝘀𝘁𝗼𝘀 (𝗩𝗮𝗹𝗼𝗿 𝗕𝗮𝘀𝗲) 𝗲 𝗣𝗿𝗼𝗽𝗿𝗶𝗲𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗜𝗻𝘁𝗲𝗹𝗲𝗰𝘁𝘂𝗮𝗹:
𝗚𝗼𝘃𝗲𝗿𝗻𝗼 𝗱𝗲 𝗣𝗼𝗿𝘁𝘂𝗴𝗮𝗹:
75.000€ (Abrange 10,5 Milhões de cidadãos) — Propriedade Definitiva
𝗖.𝗠. 𝗩𝗶𝗹𝗮 𝗥𝗲𝗮𝗹:
58.000€ (Foco na cidade, 50 Mil habitantes) — Licença Temporária
𝗖𝗖𝗗𝗥-𝗡𝗼𝗿𝘁𝗲:
19.828€ (Abrange 3,6 Milhões de cidadãos) — Propriedade Definitiva.
𝗖.𝗠. 𝗟𝗮𝗴𝗼𝘀:
19.900€ (35.241 habitantes) — Propriedade Definitiva.
𝗖.𝗠. 𝗙𝗲𝗹𝗴𝘂𝗲𝗶𝗿𝗮𝘀:
17.108€ (56.400 habitantes) — Propriedade Definitiva.
"𝘌𝘯𝘲𝘶𝘢𝘯𝘵𝘰 𝘢𝘴 𝘰𝘶𝘵𝘳𝘢𝘴 𝘦𝘯𝘵𝘪𝘥𝘢𝘥𝘦𝘴 𝘱𝘶́𝘣𝘭𝘪𝘤𝘢𝘴 𝘧𝘪𝘤𝘢𝘳𝘢𝘮 𝘱𝘳𝘰𝘱𝘳𝘪𝘦𝘵𝘢́𝘳𝘪𝘢𝘴 𝘥𝘢𝘴 𝘳𝘦𝘴𝘱𝘦𝘵𝘪𝘷𝘢𝘴 𝘮𝘢𝘳𝘤𝘢𝘴 𝘦 𝘪𝘥𝘦𝘯𝘵𝘪𝘥𝘢𝘥𝘦𝘴 𝘷𝘪𝘴𝘶𝘢𝘪𝘴, 𝘝𝘪𝘭𝘢 𝘙𝘦𝘢𝘭 𝘱𝘢𝘨𝘰𝘶 𝘥𝘶𝘢𝘴 𝘷𝘦𝘻𝘦𝘴 𝘦 𝘤𝘰𝘯𝘵𝘪𝘯𝘶𝘢 𝘴𝘦𝘮 𝘴𝘦𝘳 𝘥𝘰𝘯𝘢 𝘥𝘢 𝘴𝘶𝘢 𝘱𝘳𝘰́𝘱𝘳𝘪𝘢 𝘪𝘥𝘦𝘯𝘵𝘪𝘥𝘢𝘥𝘦", 𝘴𝘶𝘣𝘭𝘪𝘯𝘩𝘢 𝘈𝘭𝘣𝘦𝘳𝘵𝘰 𝘔𝘰𝘶𝘳𝘢.
𝗢 𝗥𝗶𝘀𝗰𝗼 𝗱𝗲 𝟮𝟬𝟯𝟴 𝗲 𝗼𝘀 𝗖𝘂𝘀𝘁𝗼𝘀 𝗢𝗰𝘂𝗹𝘁𝗼𝘀.
O ponto mais crítico levantado pela oposição prende-se com a desproteção jurídica. Ao assinar uma licença limitada, a Câmara f**a vulnerável quando o contrato expirar em 2038. Findo o prazo, o direito de utilização caduca automaticamente, e a autora poderá exigir novos montantes para a renovação, deixando a autarquia "refém".
A Vila Tv apurou que esta denúncia levanta ainda a questão dos custos logísticos futuros não contabilizados. A implementação física da marca implicará a substituição de sinalética nos edifícios públicos, redecoração da frota automóvel e dos autocarros Urbanos, além de novos fardamentos para os funcionários, o que representará dezenas de milhares de euros adicionais.
𝗘𝘅𝗲𝗰𝘂𝘁𝗶𝘃𝗼 𝗥𝗲𝗺𝗲𝘁𝗲 𝗥𝗲𝘀𝗽𝗼𝘀𝘁𝗮𝘀 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗼 𝗙𝘂𝘁𝘂𝗿𝗼.
O executivo socialista liderado por Alexandre Favaios optou pelo silêncio na reunião de dia 1 de junho, entregando apenas a documentação solicitada. Prometendo "não dar tréguas na defesa da transparência", Alberto Moura anunciou um Requerimento de Insistência para a próxima reunião de Câmara, a 15 de junho, exigindo que a maioria PS justifique a decisão inédita de "alugar" a imagem de Vila Real.
Vila Real, 03 de Junho de 2026
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FONTE: Alberto Moura